
O terceiro dia do V Curso de Verão de Biotecnologia, que decorre na Universidade de Évora sob o tema “A inovação aplicada a espécies agroflorestais de clima mediterrânico”, foi dedicado aos mais recentes avanços científicos na proteção, melhoramento e valorização de espécies florestais e hortícolas, complementados por atividades laboratoriais que permitiram aos participantes aplicar técnicas fundamentais da biotecnologia vegetal.
As sessões teóricas, que se realizaram da parte da manhã no Anfiteatro 1 do Colégio Luís António Verney, começaram com a apresentação de Cristiano Soares e de Filipa Sousa, investigadores do GreenUPorto – Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, sobre o papel do stress priming no castanheiro, explorando mecanismos de tolerância à secura, regulação hormonal e reprogramação proteómica como estratégias para aumentar a resiliência desta espécie perante as alterações climáticas.
Seguiu-se a intervenção de Mafalda Pinto, também do GreenUPorto, que apresentou o potencial das nanoformulações à base de óleo essencial de eucalipto como alternativa sustentável para a proteção vegetal, destacando abordagens inovadoras que poderão contribuir para uma agricultura mais eficiente e ambientalmente responsável.
Após o intervalo, Isabel Carrasquinho e Carmen Santos, do Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária (INIAV), abordaram os desafios e as perspetivas do melhoramento genético do pinheiro-bravo, sublinhando a importância da seleção de materiais mais adaptados às condições climáticas e às exigências da floresta portuguesa.
A última sessão da manhã ficou a cargo de Ana Margarida Fortes, do BioISI – Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, que apresentou as mais recentes técnicas genómicas aplicadas ao melhoramento de culturas hortícolas, evidenciando o contributo da biotecnologia para o desenvolvimento de variedades mais produtivas, resilientes e sustentáveis.
Durante a tarde, os participantes deslocaram-se ao Edifício António Santos Júnior, no Pólo da Mitra da Universidade de Évora, para um conjunto de atividades práticas em laboratório. Divididos em grupos, tiveram oportunidade de contactar diretamente com técnicas de instalação de culturas de microestacas e organogénese, orientadas por Lénia Rodrigues, do MED – Universidade de Évora, bem como com procedimentos de PCR e eletroforese, conduzidos por Mónica Marques, também investigadora do MED.
Ao combinar sessões científicas com formação laboratorial, o terceiro dia do curso reforçou a aposta na ligação entre investigação de ponta e prática experimental, proporcionando aos participantes uma visão integrada das ferramentas biotecnológicas atualmente utilizadas na investigação e no melhoramento de espécies agroflorestais adaptadas ao clima mediterrânico.
Esta iniciativa do CiB – Centro de Informação de Biotecnologia, este ano com a colaboração da Universidade de Évora, encerra amanhã com uma visita ao INIAV e ao laboratório colaborativo InnovPlantProtec, em Elvas.

sobre o potencial de nanoformulações à base de óleo essencial de eucalipto como estratégia sustentável de proteção vegetal.







O artigo foi publicado originalmente em CiB – Centro de Informação de Biotecnologia.












































