A Forestis – Associação Florestal de Portugal promoveu, ontem, no Centro de Biomassa para a Energia (CBE), em Miranda do Corvo, o Workshop final sobre a “Valorização dos Modelos de Biomassa Lenhosa – Rede Regional de Biomassa da Região de Coimbra”, no âmbito da Agenda transForm.
Durante o evento foram divulgados os resultados alcançados pelo Projeto 2.6- Redes Regionais de Valorização de Biomassa Lenhosa, houve também espaço para debate e partilha de insights, sobre o papel relevante da biomassa florestal, na resiliência do território e na economia circular.
O Presidente da Forestis, Carlos Duarte sublinhou que “quando olhamos para a nossa floresta atual, percebemos que a resiliência começa na gestão do território. Todos conhecemos o diagnóstico. A acumulação de biomassa residual nas propriedades aumenta exponencialmente o risco e a intensidade dos incêndios rurais. Eventos climáticos extremos recentes demonstraram a enorme fragilidade ecológica do nosso território, deixando milhões de árvores caídas e toneladas de material lenhoso que necessitam urgentemente de uma limpeza correta e eficiente dos solos”.
No entanto, os “proprietários florestais enfrentam uma barreira complexa os elevados custos de recolha, densificação e transporte. Muitas vezes, gerir o combustível e limpar a floresta gera prejuízo. E é exatamente aqui que o Projeto 2.6 assume um papel fulcral”, disse o dirigente da Forestis.
O Secretário de Estado das Florestas, Rui Ladeira, por sua vez, elencou alguns dos instrumentos financeiros que a tutela tem disponibilizado para a valorização do setor e enalteceu a importância do papel das OPF, para uma gestão florestal resiliente e sustentável do território.
Do lado da Comissão Nacional de Acompanhamento do PRR – Recuperar Portugal, o Presidente, Pedro Dominguinhos elogiou os rostos “invisíveis” que trabalham diariamente, em prol da Floresta.
Alexandra Marques da Coordenação da Agenda transForm referiu, durante a sessão de encerramento que este é “um projeto especial”, salientando que executá-lo, foi “um grande desafio”.
A iniciativa culminou com a visita ao parque de biomassa florestal, em Condeixa-a-Nova, desenvolvido pela CIM local. A Rede Intermunicipal de Contentores e Parques Florestais da CIM Região de Coimbra foi criada no âmbito da Agenda transForm, financiada pelo PRR, disponibilizando 27 locais de deposição de sobrantes agrícolas e florestais distribuídos pelos municípios da Região de Coimbra. Até 30 de setembro, as queimas e queimadas estão proibidas na Região de Coimbra.
A Forestis agradece o contributo valioso de todos os intervenientes:👇
Sónia Figo do CBE, José Lopes da CIM de Coimbra, Carlos Netto da Florecha, Rui Dias do INESC TEC, Jorge Cunha do Colab ForestWise, Cristina Guimarães do INESC TEC, Jorge Brito, da Região Metropolitana de Coimbra, Paulo Farinha, do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), Rui Xavier, da AGIF – Agência para a Gestão Integrada de Fogos Rurais, I.P. e Luís Gil, da DGEG – Direção-Geral de Energia e Geologia.
O Projeto 2.6- Redes Regionais de Valorização de Biomassa Lenhosa é coordenado pelo CoLAB ForestWISE e tem como parceiros: o Centro da Biomassa para a Energia, Comunidade Intermunicipal da Região Metropolitana de Coimbra, Altri Florestal, Florecha Forest Solutions SA , INESC TEC e a Forestis.
Fonte: Forestis














































