Iniciativa reuniu associações de desenvolvimento local de todo o país e culminou com a assinatura de um protocolo histórico entre a Federação Minha Terra e a Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP).
Os Grupos de Ação Local (GAL) de Portugal reuniram-se nos passados dias 21 e 22 de maio no Encontro LEADER nas Terras de Sicó. O evento, promovido pela Federação Minha Terra em parceria com a Terras de Sicó – Associação de Desenvolvimento, serviu de palco para uma reflexão estratégica sobre o presente e o futuro do Desenvolvimento Local de Base Comunitária (DLBC) no país.
O encontro centrou-se na partilha de experiências e no debate em torno dos desafios estruturais e das novas oportunidades que se perspetivam para as comunidades rurais face ao próximo ciclo de desenvolvimento territorial.
Valorização dos recursos endógenos e partilha de boas práticas
Ao longo das duas jornadas de trabalho, os participantes — entre os quais se incluiu a Associação In Loco, proveniente do Algarve — tiveram a oportunidade de efetuar visitas técnicas a diversos projetos locais apoiados pelo programa LEADER. Estas visitas permitiram demonstrar, no terreno, exemplos concretos de valorização dos recursos endógenos da região de Sicó e o impacto direto que o DLBC assume na dinamização económica, social, cultural e ambiental dos territórios de baixa densidade.
A agenda do evento integrou ainda reuniões de trabalho setoriais, momentos dedicados à promoção dos produtos locais e da identidade territorial, bem como a Assembleia Geral da Federação Minha Terra, onde foram debatidas as principais orientações estratégicas para a implementação das políticas de desenvolvimento rural e da abordagem LEADER.
Aliança estratégica entre o Poder Local e os GAL
O ponto alto do encontro ficou marcado pela assinatura de um Protocolo de Colaboração Institucional entre a Federação Minha Terra e a Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP). Este acordo visa estreitar as relações entre as autarquias e as estruturas de desenvolvimento local, promovendo respostas integradas e articuladas para os territórios rurais.
O plano de ação conjunta previsto no protocolo baseia-se em quatro eixos fundamentais:
- Conselho para o Desenvolvimento Rural: Criação de um órgão dedicado para acompanhar as políticas do setor;
- Cooperação Alargada: Dinamização de iniciativas de cooperação interterritorial e transnacional;
- Políticas Públicas: Elaboração de propostas conjuntas para o reforço das políticas de desenvolvimento rural;
- Participação Comunitária: Promoção de estratégias que valorizem a intervenção direta das populações locais na definição das políticas públicas.
Segundo fontes da Associação In Loco, a assinatura deste documento “representa um sinal claro da importância crescente da cooperação institucional”. A associação sublinha que o reforço das ligações entre os diferentes níveis de governação é essencial para potenciar abordagens colaborativas capazes de responder com eficácia aos desafios sociais, económicos, ambientais e demográficos do mundo rural.
Para mais informações sobre o desenvolvimento dos projetos e futuras iniciativas no âmbito do DLBC, poderá saber mais informações aqui
O artigo foi publicado originalmente em Rede Rural Nacional.














































