A Companhia das Lezírias assinou hoje um novo Acordo de Empresa com a UGT, que atualiza as condições laborais dos cerca de 90 trabalhadores e fixa um salário mínimo de entrada de 950 euros.
Em comunicado enviado hoje à Lusa, a empresa pública refere que o acordo, que entrará em vigor após publicação no Boletim do Trabalho e do Emprego, atualiza as condições laborais dos cerca de 90 trabalhadores da Companhia das Lezírias, adequando-as à legislação laboral atualmente em vigor.
Segundo a empresa, o novo instrumento de regulamentação coletiva resulta de mais de um ano de negociações entre a administração e o Sindicato da Agricultura, Floresta, Pesca, Turismo, Indústria Alimentar e Bebidas e Afins (SETAAB/UGT).
Entre as principais alterações destaca-se a criação de uma nova tabela salarial “ajustada ao valor das funções dos trabalhadores”, que fixa o salário mínimo de entrada na empresa em 950 euros, acima do salário mínimo nacional.
O acordo prevê igualmente a atualização do subsídio de refeição, a manutenção de 25 dias úteis de férias, das diuturnidades e a adaptação dos horários de trabalho às funções de cada categoria profissional.
Outra das medidas incluídas no documento é a disponibilização de um seguro de saúde para todos os trabalhadores da empresa.
Citado no comunicado, o presidente do Conselho de Administração da Companhia das Lezírias, Eduardo Oliveira e Sousa, afirma que o acordo reflete “uma política salarial justa” e o compromisso da administração em valorizar os trabalhadores.
“Num setor agroflorestal que exige constante inovação, superar as limitações típicas do setor empresarial do Estado e oferecer condições de excelência é vital para garantirmos a competitividade da Companhia das Lezírias e continuarmos a atrair e a reter o melhor talento”, sustenta.
A administração considera que o novo acordo permitirá à empresa dispor de um enquadramento salarial mais competitivo e ajustado à sua realidade, numa altura em que o setor agroflorestal enfrenta exigências crescentes.
O acordo foi assinado hoje, em Samora Correia, por Eduardo Oliveira e Sousa, presidente do Conselho de Administração da Companhia das Lezírias, e pela vogal Carla Abreu, em representação da empresa, e por Joaquim Venâncio, presidente da direção nacional do SETAAB, acompanhado pelos delegados sindicais na Companhia das Lezírias Anabela Parracho e Hélder Nunes.















































