O embaixador de Portugal na Suíça defendeu hoje o caminho da promoção para que os vinhos portugueses sejam bem-sucedidos neste país, onde são cada vez mais conhecidos pelos suíços e “imagem de marca” portuguesa.
“Este é um mercado de qualidade, onde o produto, se for bem promovido e tiver de facto uma qualidade particular, é um produto bem-sucedido”, afirmou Júlio Vilela, que falava aos jornalistas à margem de uma iniciativa na Embaixada de Portugal em Berna, a capital suíça, onde os vinhos do Douro e do Porto estiveram em destaque.
E são várias, referiu, as ações de promoção que acontecem ao longo do ano tanto na Suíça alemã como na francesa.
À boleia do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, que se assinala na quarta-feira, a cidade de Berna está a ser o palco para uma ação de promoção que une a Quinta da Boeira, a Embaixada de Portugal em Berna e a Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP).
O embaixador de Portugal na Suíça e no Principado do Liechtenstein realçou que está a ser feito um caminho de promoção dos vinhos portugueses, com produtores, distribuidores e instituições do Estado e considerou que os “suíços conhecem cada vez mais o vinho português”.
Este é, referiu, “um dos produtos alimentares que mais se vende na Suíça” e “é claramente uma imagem de marca” que Portugal deixa, realçando que o país é capaz “de concorrer tão bem neste mercado com outros vinhos de outros países”.
Em 2025, a exportação de vinho do Porto para a Suíça atingiu 3,9 milhões de euros (correspondentes a 66 mil caixas exportadas), menos 1,2% do que no ano anterior.
Segundo dados do Instituto dos Vinhos do Douro e Porto (IVDP), em 2020 a Suíça entrou no top 10 dos principais mercados (em valor) para o ‘Porto’ e continua a ser um mercado que se caracteriza por um preço médio (6,70 euros por litro em 2025), superior ao preço médio global de venda deste vinho (5,73 euros/litro).
Em relação aos vinhos DOC Douro, as exportações para aquele país atingiram os 5,5 milhões de euros em 2025, mais 12,1% comparativamente com 2024.
Apesar de algumas oscilações nas importações de Douro, a Suíça manteve-se no ‘top 5’ nos últimos cinco anos e, segundo o IVDP, também em relação a este vinho este mercado caracteriza-se por um preço médio acima do global.
“Eu diria que o caminho está a ser feito e desde que eu estou cá, há quatro anos, têm sido inúmeros os eventos desta natureza que têm ajudado a fazer ver quão importante é para a Suíça conhecer um mercado diferente”, referiu Júlio Vilela.
Também presente na iniciativa na embaixada, a ministra portuguesa do Trabalho, Maria do Rosário Palma Ramalho, salientou que, onde quer que estejam, os portugueses “fazem bem, trabalham bem e representam muitíssimo bem Portugal” e considerou que, na Suíça, “existe um mercado de trabalho competitivo, salários mais altos, melhor conciliação entre a vida profissional e a vida familiar e, portanto, mais oportunidades de progresso nas suas carreiras”.
“Isto existe para os portugueses que estão na Suíça, que estão no Luxemburgo, que estão em muitos países europeus e não europeus. E, portanto, é esse caminho que temos que continuar a fazer nós em Portugal”, acrescentou.
Instada a comentar o pacote laboral, a ministra disse que “agora é o tempo do parlamento”, onde o projeto de lei vai ser debatido no dia 18 de junho.
Se a proposta não avançar, Maria do Rosário Palma Ramalho considerou que “Portugal perde, como é óbvio, uma ótima oportunidade de melhorar os salários dos portugueses sem retirar os seus direitos e de caminhar para uma economia onde se paga mais e se trabalha melhor como é, por exemplo, o caso da Suíça”.















































