O ano vitícola de 2026 antecipou a vindima na Região Demarcada do Douro em cerca de oito dias face ao histórico, num ciclo marcado por temperaturas consistentemente acima da média, segundo o balanço final publicado pela ADVID (Associação para o Desenvolvimento da Viticultura Duriense).
De acordo com o Boletim Balanço Final do Ano Vitícola 2026, à subida das temperaturas somou-se uma distribuição muito irregular da precipitação ao longo da campanha. A conjugação destes fatores traduziu-se num avanço significativo do ciclo vegetativo da videira.
Nas parcelas do Observatório Vitícola da ADVID, a produtividade média fixou-se em 1,76 kg por videira, em linha com a média histórica. O peso médio do cacho aumentou 7%, o que compensou a redução do número de cachos por videira.
No conjunto do ano vitícola, a pressão das principais doenças da vinha foi globalmente reduzida, um dado relevante para os produtores da região. Nos mostos analisados, a maturação revelou, de forma geral, valores mais elevados de álcool provável e de pH, a par de uma redução da acidez total e das antocianinas totais.
Apesar do calor e da desidratação observada na fase final do ciclo, a associação considera que o balanço global dos parâmetros analisados aponta para um potencial de produção de vinhos de elevada qualidade em 2026.
O documento reúne e analisa a evolução da campanha no Douro, abrangendo as condições meteorológicas, o estado hídrico da videira, o ciclo vegetativo, a fitossanidade, a produção e a maturação.
O artigo foi publicado originalmente em Vida Rural.















































