Syngenta quer implementar Operation Pollinator também nas cidades

Syngenta quer implementar Operation Pollinator também nas cidades

Durante o evento “Biodiversidade e agricultura, uma aliança necessária: 10 anos de Operation Pollinator”, a responsável de Registo e Assuntos Corporativos da Syngenta em Portugal afirmou que «um dos próximos objectivos da Syngenta é levar este projecto às cidades, como já foi feito em Inglaterra; esperamos muito em breve conseguir implementar o Operation Pollinator na cidade de Lisboa». O evento teve lugar a 13 de Junho, na Feira Nacional de Agricultura, em Santarém, tendo servido para celebrar os 10 anos de Operation Pollinator, um programa internacional para o incremento da biodiversidade nos campos agrícolas que, na Península Ibérica, «já ajudou a incrementar a biodiversidade em 16.257 hectares de terrenos agrícolas e, a nível mundial, já totaliza 6,4 milhões de hectares beneficiados», diz um comunicado da empresa.

Neste evento, a Syngenta também «premiou cinco entidades pioneiras na implementação do Operation Pollinator em Portugal: as empresas agrícolas Sogrape, Frutoeste e Vitacress, a Estação Agrária de Viseu e a Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Castelo Branco» [fotografia em cima]. No decurso da FNA, esteve patente uma exposição fotográfica «de espécies de insectos polinizadores silvestres que foram monitorizados e identificados ao longo dos últimos 10 anos no âmbito do Operation Pollinator na Península Ibérica, alguns dos quais não se encontravam no território ibérico há muito tempo, como é o caso da borboleta Parnasius Apolo».

Exposição 10 Anos Operation Pollinator

O programa Operation Pollinator – que faz parte do The Good Growth Plan – «o plano de compromissos da Syngenta para com os Objectivos do Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas (ONU)» – «baseia-se no estabelecimento de habitats específicos – margens multifuncionais – para insectos polinizadores em zonas agrícolas, que permitam criar alimento e refúgios naturais para estes auxiliares e que fomentam a presença de outros artrópodes úteis como predadores e parasitoides». Segundo a Syngenta, «as margens multifuncionais são corredores verdes, com 1,5 metros a cinco metros de largura, que alternam com as culturas agrícolas, ou podem ser instaladas em zonas marginais das parcelas agrícolas, ocupando em geral 2% a 6% da área da exploração» e que «é realizado um estudo prévio e planificação das espécies florais mais adequadas a cada região ou ecossistema».

A empresa explica que, «em parceria com centros de investigação e universidades, estudou as espécies autóctones de plantas aromáticas e herbáceas mais indicadas para usar nas margens multifuncionais, e seleccionou a mistura de sementes ideal para que estes corredores verdes se mantenham floridos durante a maior parte do ano, atraindo os polinizadores que aí encontram condições para se fixar, alimentar e reproduzir-se». As sementes são fornecidas pela empresa portuguesa Fertiprado e utilizadas em todas as explorações agrícolas da Península Ibérica que participam no Operation Pollinator.

O artigo foi publicado originalmente em Revista Frutas Legumes e Flores.

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