A Câmara de Tarouca está a requalificar duas charcas e a construir uma terceira, com o objetivo de reforçar a capacidade de armazenamento de água que poderá vir a ser necessária para o combate aos fogos florestais.
“Este é o período de fazer as limpezas, de regularizar os caminhos e de preparar os equipamentos de combate aos fogos florestais”, disse hoje à agência Lusa o presidente desta autarquia do distrito de Viseu, José Damião Melo, acrescentando que, no total, estão a ser investidos mais de cem mil euros.
O autarca, que tem o pelouro da Proteção Civil, explicou que a preocupação é acrescida atendendo ao facto de que mais de 70% do território do concelho é ocupado por área florestal.
“Isto é uma mitigação do risco, não é a eliminação do risco. Um território com mais de 70% de área florestal é sempre um barril de pólvora, a qualquer momento alguma coisa pode acontecer”, alertou.
Estão a ser requalificadas as charcas de São João da Boavista e de Santa Helena (uma das quais tinha ardido, em parte, num incêndio no ano passado) e construída uma nova na zona do Cristo Rei.
O objetivo é, em caso de necessidade de intervenção dos meios aéreos, estes conseguirem fazê-lo em tempo útil: “se estiverem a um ou dois minutos de um ponto de abastecimento de água, rapidamente fazem o combate”.
“Com estas charcas, podemos reduzir para metade o tempo de transporte da água e duplicar o número de intervenções que um helicóptero possa ter no combate ao fogo”, frisou.
Com as intervenções em curso, a Câmara de Tarouca está a preparar o território para um verão que se prevê particularmente quente e seco, tentando reduzir riscos e garantir melhores condições de apoio à proteção da floresta e à capacidade de resposta operacional.
Segundo José Damião Melo, “estas intervenções são fundamentais para reforçar a resiliência” do território e prepará-lo “para períodos de maior exigência”.
“Estamos a atuar de forma preventiva, garantindo melhores condições de armazenamento e disponibilidade de água em pontos estratégicos”, sublinhou.
O autarca disse à Lusa que “o termo proteção civil devia cair de uma vez por todas” e passar a usar-se “o termo prevenção civil”.
“Prevenir custa muito menos do que proteger. Estes montantes que hoje estamos aqui a investir são muito inferiores a um prejuízo maior que poderia existir se não tivéssemos esta capacidade e esta resiliência que estamos a criar no território”, considerou.















































