O Presidente moçambicano, Daniel Chapo, defendeu hoje a criação de mais condições para o crescimento económico das mulheres, apontando o acesso ao crédito, à terra, à tecnologia e aos mercados como desafios ainda por ultrapassar.
Falando na abertura do Diálogo Nacional do II Fórum Económico da Mulher, em Maputo, o chefe de Estado considerou que o financiamento continua a ser insuficiente para garantir o empoderamento económico feminino, defendendo medidas que permitam transformar iniciativas de subsistência em negócios sustentáveis.
“O financiamento por si só não é suficiente. Precisamos de assegurar que o financiamento se transforme em produção, que a produção encontre mercados, que os mercados gerem rendimentos e que esses rendimentos permitam às mulheres investir, criar emprego e construir património”, disse.
Segundo Chapo, persistem barreiras que dificultam a expansão dos negócios liderados por mulheres, particularmente no acesso ao crédito bancário e a fatores de produção: “Precisamos de remover barreiras que dificultam o acesso das mulheres ao crédito, principalmente bancário, (…) à terra, à tecnologia e aos mercados”.
Daniel Chapo defendeu igualmente que o acesso à terra deve ser acompanhado de assistência técnica, sistemas de irrigação, financiamento e oportunidades de comercialização, sobretudo para as mulheres nas zonas rurais.
“Queremos assegurar que o acesso à terra seja acompanhado da assistência técnica, da irrigação, do financiamento e de oportunidades de comercialização para que a mulher rural possa transformar o seu trabalho em produção, rendimento e prosperidade”, disse.
No discurso, o chefe de Estado apontou ainda as responsabilidades familiares assumidas pelas mulheres como um dos fatores que condicionam a sua participação económica, defendendo investimentos em creches e outras soluções comunitárias de cuidados.
“Investir em creches, centros infantis e soluções comunitárias de cuidados é também investir na participação económica das mulheres. O tempo da mulher é igualmente um recurso económico que devemos valorizar”, afirmou.
Chapo defendeu igualmente uma maior presença feminina em setores tradicionalmente dominados por homens, como a energia, logística, indústria, construção civil, petróleo e gás, economia digital e economia azul.
“Não queremos apenas mulheres que sobrevivem dos seus negócios. Queremos mulheres que prosperem, invistam, criem emprego e passem da subsistência à produção de maior escala”, declarou.
O Presidente apelou ainda ao setor financeiro para desenvolver produtos adaptados à realidade das mulheres empreendedoras e às grandes empresas para criarem mais oportunidades para negócios liderados por mulheres.
“Precisamos de um sistema financeiro que reconheça o potencial produtivo das mulheres e lhes ofereça oportunidades reais de crescimento”, concluiu.















































