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O ministro da Agricultura, José Manuel Fernandes, disse hoje que Portugal está interessado em aumentar as exportações para o Paquistão, que “é um grande mercado”, sobretudo para o setor agroalimentar.
“O Paquistão tem cerca de 255 milhões de pessoas. É um mercado também importante para nós que, neste momento, [é] quase insignificante” em termos das exportações portuguesas, realçou José Manuel Fernandes, em declarações à agência Lusa.
Atualmente, segundo o ministro, que falava à agência Lusa durante uma visita ao Esporão, produtor alentejano de vinhos e azeites, Portugal vende para o Paquistão “cerca de quatro milhões de euros por ano, naquilo que diz respeito à agricultura, mar, floresta, [o] que é próximo do zero, no fundo”, admitiu.
E as importações portuguesas oriundas daquele país “são cerca de 15 milhões de euros por ano”, acrescentou o ministro da Agricultura e Mar, que realizou esta visita ao Esporão acompanhado pelo ministro da Segurança Alimentar Nacional e Pesquisa do Paquistão, Rana Tanveer Hussain.
“Portanto, temos aqui um grande mercado que podemos e devemos estreitar, numa parceria que tem de ser benéfica para ambos”, frisou.
Os dois países têm um relacionamento que, no ano passado, cumpriu 75 anos, lembrou José Manuel Fernandes, ressalvando que, apesar dessas décadas de acordos, “está muito numa fase inicial aquilo que deverá ser, de parque a parte, um ganho” económico, do qual Portugal não exclui “qualquer setor”.
“O objetivo principal que nós temos é aumentarmos as exportações. Nós temos que reduzir o nosso défice da balança comercial e uma das formas de o fazer é aumentando as exportações”, traçou como objetivo.
E produtos como o azeite, que “tem uma qualidade brutal” no Alentejo e em território nacional, é um dos produtos que pode encontrar um nicho de mercado no Paquistão, que passou agora a fazer parte do Conselho Oleícola Internacional, de que Portugal é um dos fundadores.
“Esta é uma das provas que Portugal, não sendo um país grande em termos de área, nem em termos de população, consegue ser o sexto maior produtor mundial no azeite, graças também a investimentos na água, no regadio, nomeadamente no Alqueva”, mas também “na mecanização, na excelência em termos de conhecimento”, elogiou José Pedro Salema.
Questionado pela Lusa sobre os projetos da Empresa de Desenvolvimento e Infraestruturas do Alqueva (EDIA) para duas novas barragens nos concelhos de Mértola e Beja, em ribeiras que são afluentes do Rio Guadiana, o ministro da Agricultura disse esperar que “tudo seja rápido”.
“Infelizmente demora sempre tempo e espero que os processos sejam acelerados e que, depois, não haja providências cautelares que prejudicam”, argumentou.
Segundo José Manuel Fernandes, “as obras serão sempre realizadas”, mas providências cautelares “atrasam, prejudicam e pesam no bolso de cada contribuinte português”, sem necessidade porque “tudo é feito no respeito de todas as normas ambientais”.
No dia 18 de junho, o presidente da EDIA, José Pedro Salema disse à Lusa que estão a dar os ‘primeiros passos’ as barragens projetadas para “jusante do sistema Alqueva-Pedrógão”, nas ribeiras de Terges e Cobres e de Carreiras, com o objetivo de “aumentar a resiliência do sistema Alqueva”.
No dia 20 desse mês, a associação ambientalista Zero opôs-se aos dois projetos e exigiu um “compromisso formal do Governo” de não construir novas barragens nos afluentes do Rio Guadiana.













































