Nos últimos quatro anos, o Instituto Superior de Agronomia (ISA) transformou os seus cursos, integrou inteligência artificial, robótica e ciência de dados no ensino, reforçou a ligação às empresas e consolidou uma empregabilidade próxima dos 100%. Hoje, afirma-se como uma das instituições mais inovadoras do país na formação para os desafios da agricultura, da floresta, do ambiente e da sustentabilidade.

“Criámos um assistente virtual no website do ISA”, revela Madalena Lordelo, vice-presidente do Conselho de Gestão e do ISA.
Como será possível alimentar uma população mundial crescente, proteger os recursos naturais e responder aos desafios climáticos através da tecnologia? No Instituto Superior de Agronomia esta resposta está já a ser construída.
Num contexto em que a segurança e a soberania alimentar voltaram ao centro das preocupações europeias, o papel das Ciências Agrárias torna-se cada vez mais estratégico para Portugal.
“No ISA os estudantes têm um percurso académico interdisciplinar, adquirem competências para desenvolver carreiras profissionais desafiantes, com propósito, e a empregabilidade é próxima de 100%”, garante Madalena Lordelo, vice-presidente do Conselho de Gestão e do ISA.
Depois da maior revisão curricular da última década no ISA, implementada em 2023, os estudantes do ISA beneficiam de um ensino com novas metodologias pedagógicas e mais próximo da realidade profissional atual e dos desafios contemporâneos. Em áreas como Agronomia, Engenharia Florestal, Zootecnia, Engenharia do Ambiente, Biologia ou Arquitetura Paisagista, a aprendizagem privilegia a resolução de problemas, a criatividade e o trabalho colaborativo. O professor assume cada vez mais o papel de facilitador, enquanto os estudantes desenvolvem competências essenciais para um mercado de trabalho em rápida evolução.
A reforma curricular das licenciaturas e mestrados, liderada pela presidente do Conselho Científico, Teresa Ferreira, e implementada pelo Conselho da Gestão do ISA, introduziu conteúdos centrados na digitalização, na inovação tecnológica e na sustentabilidade ecológica.
Aprender fazendo: tecnologia ao serviço da sustentabilidade
A aposta na tecnologia é uma das marcas desta nova fase do ISA. Nas aulas de Sistemas Inteligentes e Robótica, cadeira transversal a várias licenciaturas, os estudantes concebem e desenvolvem soluções para responder a problemas concretos do setor. A análise de dados, a inteligência artificial, os drones, os sensores ambientais e os robôs agrícolas fazem já parte do dia-a-dia dos estudantes.

Robô agrícola e painéis solares na vinha do ISA.
A agronomia preditiva permite antecipar pragas, otimizar a rega e melhorar a gestão dos recursos naturais. Tudo isto com um objetivo claro: produzir mais e melhor, utilizando menos recursos e preservando a biodiversidade.
O projeto AgriTechEdu, iniciado em 2024 e liderado pelo ISA, é uma resposta ao desafio europeu de capacitar pessoas para competências digitais e tecnológicas nas Ciências Agrárias. O AgriTechEdu veio dotar o ISA com tecnologia de ponta, elevando a aprendizagem a um novo patamar.
Esta visão de hub dinâmico de aprendizagem, aberto à comunidade, ganha expressão no Living Lab da Tapada da Ajuda, o primeiro integrado numa instituição de ensino superior portuguesa a fazer parte da Rede Europeia de Living Labs. Neste ecossistema de inovação aberta, empresas, investigadores e estudantes testam tecnologias verdes e digitais em contexto real. Um dos exemplos é o projeto desenvolvido com a Galp para avaliar o impacto de painéis fotovoltaicos instalados na vinha do ISA.
A formação tecnológica estende-se também à sociedade através do Open Campus do ISA, iniciativa lançada em 2023 para promover a aprendizagem ao longo da vida. Desde robótica agrícola e análise de dados até temas como provas de azeites virgens ou dieta mediterrânica, a oferta responde às necessidades de profissionais, estudantes e cidadãos.
“Cada vez mais somos procurados por profissionais para upskilling (qualificação adicional) e reskilling (requalificação), mas também por cidadãos interessados em aprender por pura curiosidade, é um open campus para todos. O nosso objetivo é estruturar uma oferta robusta e contínua de microcredenciais e de formação ao longo da vida”, afirma Madalena Lordelo.
O ISA figura no Ranking de Xangai, uma das classificações de ensino superior mais prestigiadas e antigas do mundo, entre as 100 melhores instituições do mundo em Ciências Agrárias.
Formar talento para alimentar o país e o mundo
A relevância do ISA mede-se também pelo impacto dos seus diplomados. A empregabilidade dos estudantes formados no ISA é praticamente 100% e desempenham funções em setores fundamentais para a economia portuguesa, da alimentação à floresta, passando pela gestão do território e pela sustentabilidade ambiental.
“Há empresas como a Corticeira Amorim ou a The Navigator Company que procuram ativamente engenheiros florestais de excelência, como os que aqui são formados”, exemplifica Madalena Lordelo.
A integração de estágios curriculares em todas as licenciaturas e o reforço do contacto com empresas, através da promoção regular de colóquios, workshops e webinars no ISA, contribuem para uma formação sólida e alinhada com as necessidades do mercado. A alumnISA, a associação de antigos alunos do ISA, é fundamental na ligação da escola ao mundo empresarial.
O futuro passa pela Inteligência Artificial
Depois de concluído este ciclo de modernização, o ISA deverá entrar numa nova etapa de crescimento e inovação.
“Acabámos de criar um assistente virtual no website do ISA, para facilitar a interação entre potenciais estudantes e atuais estudantes do ISA com a nossa Divisão Académica”, exemplifica Madalena Lordelo.
O caminho futuro passa por consolidar uma cultura de atualização curricular permanente, integrar cada vez mais inteligência artificial nos modelos de ensino e avaliação e aproximar ainda mais o ISA dos estudantes do ensino secundário, através de experiências imersivas. Na ligação com a comunidade, as prioridades passam por expandir o Living Lab e reforçar a oferta da formação ao longo da vida (Open Campus).
Num campus único de 100 hectares no centro de Lisboa, onde convivem ciência, natureza, inovação, vida académica e desporto, o ISA forma profissionais capazes de responder a alguns dos maiores desafios do século XXI. Produzir alimentos, gerir florestas, proteger a biodiversidade e utilizar a tecnologia para tornar os recursos naturais mais sustentáveis. Porque o futuro não se espera: constrói-se.
Fonte: ISA












































