A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) alertou hoje para condições favoráveis à ocorrência de incêndios rurais nos próximos dias em todo o país, sobretudo nas regiões do interior, mantendo o estado de prontidão no nível III.
“Vai existir vento forte, não existe recuperação noturna, uma vez que as noites estão bastante quentes e com fraca humanidade, o que dificulta muito a extinção dos incêndios e colabora para que progridam com maior velocidade”, afirmou o adjunto de operações da Proteção Civil, Carlos Mata.
Numa conferência de imprensa realizada hoje na sede da sede da ANEPC, em Carnaxide, Oeiras, Carlos Mata adiantou que o estado de prontidão especial do Sistema Integrado de Operações de Proteção e Socorro mantém-se, por isso, no nível III em todo o país, ainda que as regiões do interior sejam as mais vulneráveis.
Tratando-se de um nível intermédio/alto de alerta, o nível III determina o reforço de meios e a prontidão reforçada das equipas de socorro e operacionais para intervenção iminente ou resposta a situações de catástrofe, numa escala com quatro níveis progressivos.
“Significa que temos 50 módulos espalhados pelo país pré-posicionados em determinados locais importantes e com um histórico em que poderão existir maiores complicações em termos de extinção dos incêndios”, explicou Carlos Maia.
Questionado sobre a possibilidade de ocorrência de incêndios rurais durante os próximos dias devido às condições meteorológicas favoráveis, o adjunto da ANEPC admitiu os riscos mais garantiu estarem “todos os meios empenhados”.
Carlos Maia destacou ainda a vigilância aérea armada, com a mobilização de “várias parelhas de aviões anfíbios em, pelo menos, quatro zonas do país” para assegurar uma resposta rápida em caso de incêndio.
Segundo o responsável, a vigilância aérea armada [vigilância com aviões já abastecidos com água ou retardante químico] tem sido utilizada durante toda a época de incêndios “de forma sistemática, sistematizada e de acordo com os índices de risco”, incluindo durante o fim de semana, marcado pelo incêndio em Arganil, do distrito de Coimbra, em que chegaram a estar no terreno 806 operacionais, apoiados por 260 viaturas e 15 meios aéreos.
Num balanço dos últimos dias, Carlos Mata afirmou que a situação em Arganil resultou da ocorrência de “muitos incêndios e muitas ignições”, mas considerou que “todas as forças estiveram bem” no combate.
Dirigindo-se à população, o adjunto da ANEPC apelou ao cuidado no uso do fogo e na utilização de máquinas agrícolas como motorroçadoras, corta-matos e destroçadores.
Mais de 60 concelhos de 10 distritos de Portugal continental estão hoje em perigo máximo de incêndio rural, num dia em que as temperaturas máximas vão continuar elevadas na generalidade do território, segundo o IPMA.
O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) colocou também quase todos os concelhos de todos os distritos do continente em perigo muito elevado e elevado de incêndio.
Segundo o instituto, o perigo de incêndio rural vai manter-se muito elevado em algumas regiões pelo menos até ao final da próxima semana.
















































