O Sindicato Independente dos Trabalhadores da Floresta, Ambiente e Proteção Civil (SinFAP) mantém a greve dos Operadores de Telecomunicações de Emergência (OPTELEM) da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), agendada para o período de 29 de junho a 3 de julho.
O SinFAP esclarece que o socorro à população está plenamente assegurado, através do cumprimento dos serviços mínimos legalmente definidos, garantindo que a resposta às situações de emergência não será colocada em causa.
Esta greve pretende sensibilizar a sociedade civil, os decisores políticos e o Governo para a importância estratégica dos Operadores de Telecomunicações de Emergência no Sistema Nacional de Proteção Civil. São estes profissionais que asseguram, de forma permanente e ininterrupta, a receção, triagem, despacho, gestão e coordenação dos meios de socorro, constituindo a verdadeira espinha dorsal da resposta operacional às mais diversas ocorrências.
Paradoxalmente, estes trabalhadores nem sequer veem reconhecida pela própria Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil a função de Operador de Telecomunicações de Emergência. Apesar de desempenharem, diariamente, funções altamente especializadas, continuam integrados na carreira geral de Assistente Técnico, sem qualquer enquadramento profissional que reflita a especificidade, a responsabilidade e a exigência das funções que efetivamente exercem.
Esta realidade representa uma profunda injustiça. Os OPTELEM vivem há demasiado tempo no esquecimento, longe dos holofotes e do reconhecimento público, sendo sucessivamente privados de uma carreira profissional digna, justa e valorizada. Ano após ano, o seu contributo essencial para o funcionamento do Sistema Nacional de Proteção Civil continua a não encontrar correspondência na valorização da suaprofissão.
O SinFAP reuniu recentemente com o Ministério da Administração Interna, que manifestou abertura para encetar as diligências necessárias com vista ao início das negociações para a criação da carreira profissional dos Operadores de Telecomunicações de Emergência.
Apesar deste sinal positivo, o Sindicato entendeu manter a greve, por considerar fundamental dar visibilidade pública à realidade destes homens e mulheres que, 24 horas por dia, 365 dias por ano, asseguram uma missão essencial para a proteção e o socorro da população portuguesa.
Esta ação constitui uma chamada de atenção para a urgente necessidade de investir na valorização destes profissionais, garantindo-lhes o reconhecimento institucional, a criação da carreira especial de Operador de Telecomunicações de Emergência e condições compatíveis com a responsabilidade das funções que exercem.
O SinFAP acredita que este é o momento de transformar intenções em decisões concretas. O reconhecimento da importância dos OPTELEM não pode continuar a ficar apenas nas palavras. É necessário agir e devolver dignidade profissional àqueles que garantem, em permanência, que os meios de socorro chegam onde são necessários, no momento certo.
A hora é de agir. É hora de valorizar os Operadores de Telecomunicações de Emergência da ANEPC
Fonte: SinFAP











































