Governo Regional está a melhorar mecanismos que garantem autenticidade dos vinhos dos Açores

O secretário Regional da Agricultura e Florestas afirmou hoje, 18 de Setembro, na Graciosa, que o Governo dos Açores está a trabalhar para melhorar os mecanismos que garantem a autenticidade e a genuinidade dos vinhos regionais junto dos consumidores, anunciando que será desenvolvido um guia sobre os vinhos dos Açores para distribuição na restauração e uma aplicação informática (app) para smartphones sobre os vinhos certificados dos Açores.

“A confiança dos consumidores nos produtos agrícolas regionais, designadamente o vinho, bem como garantir a sua qualidade e autenticidade é algo absolutamente essencial para a sustentabilidade da produção de vinho na Região, por isso o Governo dos Açores continuará a trabalhar para reforçar os mecanismos de controlo e fiscalização da autenticidade dos vinhos dos Açores”, frisou João Ponte, à margem da visita à Adega e Cooperativa da Ilha Graciosa, onde também reuniu com a direcção.

Reforçar os mecanismos de controlo da rotulagem

Além de reforçar os mecanismos de controlo da rotulagem das garrafas de vinho, João Ponte salientou que, em colaboração com a CVR/Açores, foi implementada outra medida de grande importância, que é o controlo da qualidade e da quantidade das uvas entregues nas adegas por categoria, nomeadamente Denominação de Origem (DO), Identificação Geográfica (IG) ou outra.

“Agora pretendemos avançar também para a dimensão da comunicação directa com os consumidores, um aspecto muito relevante, através do desenvolvimento de uma ‘app’ para smartphone, que permitirá garantir aos consumidores a autenticidade dos vinhos dos Açores”, afirmou.

Guia informativo

Paralelamente, acrescentou o secretário Regional, será editado um guia informativo, em versão bilingue, para ser distribuído na restauração, sobre as quatro dezenas de vinhos certificados que são produzidos nos Açores.

O titular da pasta da Agricultura destacou ainda que a vitivinicultura na ilha Graciosa tem um grande potencial para crescer, não só em termos de área, mas também devido à qualidade do vinho que é produzido, às suas características genuínas e específicas.

“Na ilha Graciosa apenas 13 hectares, dos 33 inscritos no Sistema de Informação da Vinha e do Vinho, já foram recuperados através do VITIS”, referiu.

VITIS

João Ponte reafirmou que abre no próximo mês um novo aviso do VITIS, com uma dotação de quatro milhões de euros, que “será mais uma oportunidade para continuar o desenvolvimento e a reconversão das vinhas na Região”, sendo que serão privilegiadas as candidaturas que surjam em ilhas como a Terceira, Graciosa, São Jorge, Faial, São Miguel e Santa Maria, de modo a que, se houver excesso de candidaturas que ultrapassem a dotação orçamental, os projectos dessas ilhas sejam sempre prioritários na aprovação, porque são locais onde existe um grande potencial ao nível da produção de uva que importa desenvolver.

Agricultura e Mar Actual

O artigo foi publicado originalmente em Agricultura e Mar.

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