A edição 2026 do Douro TGV – Turismo, Gastronomia e Vinho destaca o tema mercados e consumidores, conta com a presença de 80 produtores, tem 100 vinhos a concurso e assinala os 10 anos do Regia Douro Park.
O evento decorre entre 26 e 29 de maio, em Vila Real, e é uma organização do Regia Douro Park – Parque de Ciência e Tecnologia de Vila Real, inaugurado há 10 anos e que, atualmente, conta com cerca de 160 empresas que representam 1.000 postos de trabalho e um volume de negócios que rondou os 50 milhões de euros em 2025.
“O Douro TGV é a marca do Regia Douro Park e nasceu com o intuito de promover o que se faz aqui e associar a todo o parque, as nossas empresas, os laboratórios colaborativos, as áreas de investigação associadas ao território”, afirmou hoje Nuno Augusto, presidente deste organismo.
Lígia Cruz, também do Regia, realçou que o tema central desta edição em que se assinalam também os 25 anos da classificação do Alto Douro Vinhateiro como Património Mundial da UNESCO é sobre “Vinhos, mercados e consumidores”.
A discussão sobre os mercados e consumidores acontece numa altura de crise de vendas de vinhos, em que surgem novas dinâmicas de consumo e se verifica uma maior exigência por parte dos consumidores.
Lígia Cruz referiu que se vai falar ainda da sustentabilidade como ferramenta de acesso aos mercados.
Em Vila Real vão juntar-se os responsáveis pelo Instituto dos Vinhos do Douro e Porto (IVDP) e ainda das comissões vitivinícolas regionais de Trás-os-Montes, dos Vinhos Verdes e Alentejo.
No concurso vão participar cerca de 100 vinhos das regiões do Douro e de Trás-os-Montes, e na mostra, que acontece no edifício do ex-governo civil, no centro da cidade, marcarão presença 80 produtores.
Nuno Augusto realçou que o Douro TGV quer destacar “o que de bom” se faz neste território.
O responsável fez um balanço muito positivo desta década do Regia que se transformou “no grande polo de desenvolvimento do território”, adiantando que a perspetiva é “mais do que duplicar” a capacidade de acolhimento nos próximos 10 anos.
A expansão prevista prevê um investimento de cerca de 600 mil euros na ampliação da incubadora, cuja obra deverá começar ainda este ano.
Está também a ser preparado o projeto para a construção de um edifício que visa aumentar a capacidade do Centro de Excelência do Vinho e da Vinha, num investimento que poderá ascender aos quatro a cinco milhões de euros, que será candidatado a financiamento comunitário.
Atualmente, o parque conta com cerca de 160 empresas, distribuídas por áreas como os setores agroalimentar, vitivinícola, florestal, economia verde e ambiental, destacando-se pelo forte enfoque na inovação e na valorização dos recursos da região.
Paralelamente, a incubadora e aceleradora de empresas desempenham um papel central no apoio a ‘startups’ e pequenas e médias empresas, acolhendo projetos das mais diversas áreas de atividade.
O programa do Douro TGV inclui ainda um encontro nacional que juntará 32 parques de ciência e tecnologia e um encontro das incubadoras de inovação social do Norte.
A propósito do primeiro encontro de incubadoras, Rita Estácio, também do Regia, explicou que se pretende promover uma reflexão sobre os desafios da inovação social e lembrou que está em curso o projeto Douriis – Centro de Empreendedorismo de Impacto, dedicado à promoção do empreendedorismo orientado para o desenvolvimento económico, social e demográfico da região.
“Nós queremos trabalhar e incentivar a criação de iniciativas que estejam ligadas à fixação de jovens no território e à valorização de tudo aquilo que o território tem para oferecer”, realçou, referindo que já há 20 projetos que estão a ser incubados.
Na cidade transmontana, está também a ser desenvolvido o Vila Real Innovation Hub, que pretende criar uma comunidade de trabalhadores remotos tendo já sido identificados 50 profissionais que trabalham ‘online’.















































