A empresa japonesa de biotecnologia Sanatech Life Science obteve autorização regulatória no Canadá para o seu tomate Sicilian Rouge High GABA, desenvolvido através de técnicas de edição genética. Após uma avaliação detalhada realizada pela Secção de Novos Alimentos da Health Canada, a autoridade federal concluiu que o produto cumpre todos os requisitos aplicáveis ao melhoramento vegetal e não se enquadra na definição de “alimento novo”.
✍️ Carla Amaro / CiB
A decisão significa que o tomate geneticamente editado não será sujeito ao enquadramento regulatório normalmente aplicado aos organismos geneticamente modificados (OGM) tradicionais. Na prática, as autoridades canadianas consideraram que esta variedade apresenta um nível de segurança equivalente ao de tomates obtidos por métodos convencionais de melhoramento.
No âmbito da sua iniciativa de transparência, o Governo do Canadá irá incluir o Sicilian Rouge High GABA na base de dados pública de produtos alimentares classificados como não inovadores (“non-novel”), autorizados para consumo.
Lançado pela primeira vez no Japão em 2021, este tomate foi desenvolvido com recurso à tecnologia de edição genética CRISPR-Cas9. A variedade distingue-se por conter entre quatro e cinco vezes mais ácido gama-aminobutírico (GABA) do que os tomates convencionais.
O GABA é um aminoácido naturalmente presente em vários alimentos e conhecido pelos seus potenciais benefícios para a saúde, incluindo o auxílio na redução da pressão arterial.
Para a Sanatech Life Science, esta aprovação representa um passo importante na estratégia de internacionalização da empresa. Com a confirmação da segurança do produto pelas autoridades canadianas, a empresa anunciou que pretende acelerar a expansão e distribuição do tomate enriquecido em GABA no mercado norte-americano.
A decisão do Canadá reforça a tendência crescente de avaliação diferenciada das culturas obtidas através de edição genética, uma tecnologia que permite introduzir alterações precisas no ADN de uma planta sem necessariamente recorrer à introdução de material genético proveniente de outras espécies.
Leia o estudo no site da Sanatech.
O artigo foi publicado originalmente em CiB – Centro de Informação de Biotecnologia.














































