A Câmara de Torres Vedras decidiu hoje, por unanimidade, adquirir por 400 mil euros um terreno para criar um centro municipal para receber resíduos agrícolas, para os quais não há solução no concelho.
“Vamos resolver um dos grandes problemas do concelho que são os resíduos agrícolas”, afirmou o presidente da câmara, Sérgio Galvão, na reunião pública do executivo municipal.
O município admite que “as toneladas de resíduos verdes e plásticos agrícolas carecem de soluções de proximidade”, segundo a proposta a que a agência Lusa teve acesso, dando assim resposta às reivindicações dos agricultores deste concelho do distrito de Lisboa.
“Mais do que um espaço de receção e encaminhamento, este equipamento será o eixo central da Agenda Municipal de Ação para a Economia Circular. O objetivo é promover uma cultura de responsabilidade partilhada, incentivar a reciclagem e a valorização de materiais, e consolidar a economia circular como princípio orientador do desenvolvimento sustentável local rumo a uma política de ‘Aterro Zero para Resíduos Valorizáveis’, garantindo que nenhum resíduo suscetível de valorização seja considerado desperdício”, sublinha a autarquia na proposta.
O futuro Centro Municipal de Resíduos vai receber resíduos para os quais não há “uma resposta integrada no concelho”, tais como plásticos de estufas e mangas e tubos de rega, sobrantes de podas e resíduos de manutenção florestal, resíduos da vinha e fruticultura como engaços e restos de pomares, subprodutos agroalimentares, estrumes e lamas que podem ser valorizadas.
O presidente da câmara adiantou que tenciona “cativar” empresas de gestão de resíduos para o centro.
O terreno de mais de três hectares pertence à Associação dos Industriais de Sucata do Oeste e localiza-se na freguesia da Silveira, junto à nova variante de ligação da autoestrada 8 (A8) à zona empresarial das Palhagueiras.
Segundo o autarca, o Centro Municipal de Resíduos neste local enquadra-se no Plano Diretor Municipal, uma vez que para aí está projetado um parque de sucata.
O imóvel estava à venda no mercado imobiliário por um milhão de euros, mas a autarquia chegou a acordo com a associação e vai adquiri-lo por 400 mil euros.











































