O Centro Experimental da Lagoa Seca, nos Açores, vai acolher o Centro de Interpretação da Fruticultura e um Centro de Disseminação para as Boas Práticas Agrícolas em Economia Circular, no âmbito de um projeto de revitalização, foi hoje anunciado.
O anúncio foi feito pelo secretário regional da Agricultura e Alimentação, António Ventura, durante uma visita ao espaço, localizado nas Furnas, no concelho da Povoação, ilha de São Miguel.
Estas intervenções estruturantes, que implicam a recuperação do edifício existente, serão financiadas pelos projetos europeus LIFE IP AGRILOOP e LIFE POLINIZAÇORES, candidaturas submetidas pela Secretaria Regional da Agricultura e Alimentação e que foram aprovadas com um financiamento global de 30 milhões de euros, segundo adianta o Governo açoriano.
Citado numa nota divulgada pelo executivo regional (PSD/CDS-PP/PPM), o titular da pasta da Agricultura sublinha que a visita ao centro experimental “representa muito mais do que o acompanhamento de um projeto”, pois “marca o início de uma nova fase de revitalização para um espaço com enorme valor histórico e científico, que passará a assumir um papel estratégico na agricultura dos Açores”.
Segundo o governante, o objetivo passa por transformar o Centro Experimental da Lagoa Seca “numa referência na demonstração de soluções inovadoras, na preservação do património genético frutícola e na promoção de práticas agrícolas sustentáveis e regenerativas”, colocando “o conhecimento ao serviço dos agricultores e das futuras gerações”.
O Governo dos Açores adianta que o Centro Experimental da Lagoa Seca desempenha “um papel determinante na conservação de coleções de variedades regionais de macieiras, pereiras, ameixeiras e kiwis, muitas delas raras ou em risco de desaparecimento”.
Por outro lado, os Serviços de Desenvolvimento Agrário de São Miguel têm vindo a recolher variedades tradicionais em todo o arquipélago, com o objetivo de instalar ali “uma verdadeira reserva genética da fruticultura açoriana”.
Os novos investimentos preveem também a instalação e requalificação de campos demonstrativos de agricultura biológica e ações de promoção da biodiversidade, nomeadamente com a criação de faixas para polinizadores e viveiros destinados à propagação de espécies vegetais, visando “uma agricultura mais sustentável, resiliente e amiga dos ecossistemas”, adianta o executivo.
O espaço destaca-se também pela “riqueza do seu património paisagístico e ornamental”, reunindo diversas espécies arbóreas e arbustivas, incluindo uma vasta coleção de camélias, dispersa em vários núcleos, azáleas, hortênsias, planta do chá, rododendros, magnólia chinesa, magnólia de cheiro-a-banana, corticeira, faia europeia, ácer japonês, castanheiro, nogueira pecã, entre outras.
Com esta transformação, o Governo dos Açores “reforça a sua estratégia de investimento na investigação aplicada, na inovação agrícola e na valorização dos recursos endógenos”, com o objetivo de promover “um setor primário cada vez mais competitivo, resiliente e preparado para os desafios económicos e ambientais do futuro”, refere a nota.













































