O Brasil atingiu 100% da quota de exportação de carne bovina para a China e o país asiático informou hoje que aplicará uma tarifa adicional de 55% sobre o produto brasileiro a partir de quinta-feira.
Segundo o Ministério do Comércio chinês, as importações de carne bovina brasileira atingiram, na terça-feira, 100% da quota de 1,106 milhões de toneladas fixada por Pequim.
Com o esgotamento da quota, a tarifa de importação sobre a carne bovina brasileira passa de cerca de 12% para 67%, com a aplicação de uma sobretaxa de 55%.
O Governo brasileiro tenta convencer Pequim, há meses, a permitir que o Brasil use quotas de exportações de carne bovina não utilizadas por outros países para ampliar o fornecimento ao gigante asiático.
Na semana passada, o Uruguai autorizou o Brasil a usar parte do seu excedente da quota de exportação, mas o Governo brasileiro não respondeu à Lusa se Pequim autorizou a parceria entre os países.
Em 2025, o Brasil exportou cerca de 3,5 milhões de toneladas de carne bovina e, desse total, cerca de 1,7 milhões de toneladas foram para a China.
Esse volume representou 8,8 mil milhões de dólares em receitas (cerca de 7,56 mil milhões de euros).
A salvaguarda anual criada pela China, que tem duração até 2028, preocupa a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), que calcula, já para março de 2027, que o Brasil deverá atingir a quota de exportação de carne bovina.
Atualmente, a Abiec está a discutir com o Governo brasileiro uma regulação das exportações, para distribuir os embarques de carne de boi ao longo do ano, para evitar uma corrida da indústria da proteína animal brasileira para Pequim.
“Se nada for feito, vai acabar em março” de 2027, afirmou o presidente da Abiec, Roberto Perosa, na semana passada, durante um evento do setor em São Paulo.














































