PREVISÕES AGRÍCOLAS
As previsões agrícolas, em 30 de abril de 2026, apontam para uma melhoria generalizada das condições de desenvolvimento vegetativo da maioria das culturas, beneficiando das elevadas disponibilidades hídricas acumuladas durante o inverno e das condições meteorológicas registadas ao longo de abril. O tempo mais seco permitiu a normalização das operações culturais e favoreceu a instalação das culturas de primavera/verão em grande parte do território.
Contudo, apesar da recuperação observada em muitas culturas, mantêm-se perspetivas desfavoráveis para os cereais de outono/inverno para grão, antecipando-se quebras acentuadas de produtividade, que refletem os impactos dos excessos de precipitação registados durante a instalação e desenvolvimento inicial das searas.
Nas pastagens e culturas forrageiras, após um desenvolvimento vegetativo inicialmente favorecido pelas reservas hídricas acumuladas no solo, a subida das temperaturas e a reduzida precipitação em abril aceleraram o espigamento e a secagem do coberto vegetal em várias regiões, condicionando a qualidade nutritiva das pastagens e forragens.
Nas culturas frutícolas, as perspetivas são globalmente favoráveis, observando-se bom desenvolvimento vegetativo, florações abundantes e adequado vingamento dos frutos na maioria das regiões produtoras. No final de abril iniciou-se a colheita das variedades mais temporãs de cereja, apontando as previsões para uma recuperação significativa da produção, face às últimas campanhas.
GADO, AVES E COELHOS ABATIDOS
O peso limpo total de gado abatido e aprovado para consumo em março de 2026 totalizou 43 505 toneladas, o que correspondeu a um aumento de 15,5% (+1,2% em fevereiro), resultante do maior volume de abate de bovinos (+3,6%), suínos (+18,4%), ovinos (+12,5%) e caprinos (+148,2%). Nestas duas últimas espécies, os incrementos registados corresponderam ao tradicional pico de abate da Páscoa, que em 2026 ocorreu no mês de março.
O peso limpo total de aves e coelhos abatidos e aprovados para consumo foi 34 363 toneladas, o que representou um aumento de 7,1% (-4,7% em fevereiro), devido ao maior volume de abate de galináceos (+6,2%), perus (+13,6%), patos (+10,6%) e coelhos (+16,8%).
PRODUÇÃO DE AVES E OVOS
O volume de frango registou um decréscimo de 3,3%, com 31 230 toneladas produzidas (-0,3% em fevereiro), tendo a produção em número de cabeças (-0,2%) registado praticamente uma manutenção (+5,7% em fevereiro). A produção de ovos de galinha para consumo aumentou 12,0% (+0,2% em fevereiro), contabilizando 11 923 toneladas.
PRODUÇÃO DE LEITE E PRODUTOS LÁCTEOS
A recolha de leite de vaca foi 174,7 mil toneladas, superior em 2,6% (+1,9% em fevereiro). O volume total de produtos lácteos teve um aumento de 5,6% (+5,0% em fevereiro), sustentado uma vez mais pela maior produção de leite para consumo (+4,0%), leites acidificados (+18,1%), manteiga (+13,3%) e leite em pó (+16,1%).
PESCADO CAPTURADO
O volume de capturas de pescado em Portugal aumentou 17,6% (-52,7% em fevereiro), devido à maior captura de peixes marinhos e crustáceos. Às 4 314 toneladas de pescado correspondeu uma receita que totalizou 24 437 mil euros, valor que representou um acréscimo de 18,5% (-41,7% em fevereiro).
O preço médio do pescado descarregado foi 5,49 Euros/kg, ou seja, apresentou uma manutenção face ao mês homólogo (+24,7% em fevereiro).
PREÇOS E ÍNDICES DE PREÇOS AGRÍCOLAS
Em abril de 2026, as variações mais significativas no índice de preços de produtos agrícolas no produtor foram observadas nos hortícolas frescos (+35,7%), frutos (+13,9%), bovinos (+13,8%), ovinos e caprinos (+13,4%), batata (-29,7%) e suínos
(-24,2%).
Em comparação com o mês anterior, as variações de maior amplitude verificaram-se nos suínos (+9,1%) e nas plantas e flores (-10,6%).
Em março de 2026, o índice de preços de bens e serviços de consumo corrente (INPUT I) diminuiu 1,7%, enquanto o índice de preços de bens e serviços de investimento (INPUT II) aumentou 2,9%. Em relação ao mês anterior, o INPUT I e o INPUT II registaram acréscimos de 1,8% e 0,3%, respetivamente.
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O artigo foi publicado originalmente em INE: publicações.















































