A Angonabeiro, líder do mercado de cafés torrados em Angola, recebeu na sua unidade industrial, em Luanda, a visita institucional do novo Embaixador de Portugal em Angola, Nuno Mathias. A primeira visita do diplomata às instalações da empresa do Grupo Nabeiro, desde que assumiu funções em Fevereiro deste ano, teve como principal objectivo conhecer de perto a operação industrial e acompanhar as diferentes etapas do processo de transformação do café, desde a recepção e controlo da matéria-prima até às fases de torrefacção, moagem, preparação de blends e embalamento do produto final.
Ao longo da visita foi possível apresentar o trabalho desenvolvido pela Angonabeiro na dinamização da fileira do café em Angola, assente na compra de café verde a produtores nacionais, na sua transformação local e na promoção do café angolano junto dos consumidores e dos mercados internacionais. Presente em Angola há mais de 25 anos, a empresa afirma-se como um parceiro activo no desenvolvimento do sector, contribuindo para a criação de valor acrescentado no País, para o fortalecimento da indústria nacional e para a projecção do café angolano nos mercados internacionais.
“A visita do Embaixador de Portugal representou uma excelente oportunidade para dar a conhecer, no terreno, o trabalho que temos vindo a desenvolver em prol da valorização do café angolano e do fortalecimento da indústria nacional. Mais do que apresentar uma unidade industrial, quisemos mostrar um projecto que está comprometido com a produção e valorização do café nacional, investe na transformação local e contribui para criar valor económico e social no País”, afirma Rui Gonçalves, Director-Geral da Angonabeiro.
A Angonabeiro emprega hoje mais de 100 colaboradores, dos quais cerca de 95% são angolanos. Anualmente, a empresa adquire mais de 1.400 toneladas de café verde junto de produtores nacionais, processa cerca de 400 toneladas de café torrado e exporta cerca de 1.000 toneladas de café para vários mercados internacionais, como Portugal, França, Suíça, Cabo Verde e Senegal, contribuindo para reforçar o reconhecimento internacional da qualidade do café produzido em Angola.
“Esta visita sublinha a vitalidade das relações económicas entre Portugal e Angola, espelhadas no enraizamento profundo que o Grupo Nabeiro-Delta Cafés mantém em território angolano há décadas. Mais do que um ato institucional, esta deslocação demonstra que a cooperação bilateral evoluiu de um modelo de comércio tradicional para uma aposta na produção local e na valorização do ecossistema empresarial angolano”, refere Nuno Mathias, Embaixador de Portugal em Angola.
A sua unidade industrial integra torradores de café, linhas de embalamento de café em grão e moído, uma linha de rebeneficiamento de café verde e uma linha de produção de cápsulas de café, onde são produzidas anualmente mais de dois milhões de cápsulas de café Ginga.
A empresa aposta continuamente na modernização dos seus processos industriais, conjugando tecnologia, conhecimento técnico e rigorosos sistemas de controlo de qualidade para assegurar elevados padrões de eficiência e consistência em todas as fases da produção. Paralelamente, investe na formação das equipas, assegurando que o conhecimento técnico acompanha a evolução tecnológica e contribuindo para a consistência dos produtos, a optimização dos processos e uma resposta eficiente às exigências do mercado.
Para Nuno Mathias, “o que mais impressiona nesta unidade, para além do elevado nível tecnológico e a eficiência das linhas de produção, é sobretudo a aposta clara na valorização do capital humano angolano – na qualificação das suas pessoas, no desenvolvimento de competências locais e na criação de emprego especializado. É extraordinário ver como a Angonabeiro consegue, em simultâneo, transformar matéria-prima local, reter riqueza no país e contribuir para a formação de uma força de trabalho cada vez mais qualificada”.
A Angonabeiro apoia ainda, directa e indirectamente, mais de 40 mil famílias produtoras, garantindo a compra da produção de café a preços justos e promovendo iniciativas de capacitação, escolarização e adopção de práticas agrícolas sustentáveis.
“Durante a visita tivemos oportunidade de partilhar a nossa visão para o futuro da fileira do café em Angola e demonstrar como o investimento na produção local, na inovação e nas pessoas pode gerar valor para toda a cadeia. Continuamos empenhados em trabalhar lado a lado com os produtores nacionais e com todos os parceiros do sector para contribuir para uma indústria mais forte, competitiva e capaz de afirmar cada vez mais o café angolano nos mercados internacionais”, conclui o Director-Geral da Angonabeiro, Rui Gonçalves.
Fonte: Angonabeiro












































