Açores/Eleições: Chega quer região autossustentável na produção agrícola

Açores/Eleições: Chega quer região autossustentável na produção agrícola

O líder do Chega nos Açores, Carlos Furtado, candidato às regionais de 25 de outubro, afirmou hoje ser “um desígnio” ter uma região “autossustentável” em “todos os ramos de produção agrícola”.

“É um desígnio da nossa região que tenhamos uma produção agrícola que tanto quanto possível satisfaça as necessidades de consumo da região, temos produtos de excelência”, afirmou o candidato pelo círculo de São Miguel em declarações aos jornalistas, após visitar a Terra Verde – Associação de Produtores Agrícolas do Açores, na Ribeira Grande.

Acompanhado por alguns dirigentes regionais do Chega, Carlos Furtado frisou que “ainda há algum trabalho a fazer nos próximos tempos”, no sentido de a região “ser mais autossustentável em todos os ramos de produção agrícola”, e isso “foi reconhecido pela Associação Terra Verde”.

“Há situações que foram discutidas que convergem com aquilo que é o nosso programa de governação. É preciso apoiar a agricultura. É preciso que haja coordenação da produção agrícola na região”, sublinhou o candidato por São Miguel e líder regional do Chega Açores.

No seu entender, “há uma necessidade também de diversificar a produção agrícola” regional, alegando que a região “não se pode focar tanto na agropecuária”.

Carlos Furtado alertou ainda para “problemas graves” na agricultura na região, em particular “a falta de mão de obra nos Açores”.

“Há pessoas que recebem dinheiro estando em casa paradas e depois não querem trabalhar na agricultura e enquanto isso assim existir obviamente que os nossos produtores não terão capacidade de produzir, porque muita desta produção é feita com mão de obra por mais mecanizados que estejam os sistemas”, sustentou.

Para o candidato, “a falta de mão de obra será sempre um problema” para “o desenvolvimento de uma agricultura próspera nos Açores”, argumentando que é preciso fazer “muito trabalho de gabinete e muito trabalho de bastidores”, porque “não é vazando dinheiro em cima de qualquer setor de atividade que se resolvem os problemas”.

“Primeiro é preciso identificar os problemas, as soluções e saber para onde queremos ir e no Chega queremos ir para uma produção agrícola mais autossustentável, onde os produtores agrícolas também têm direito aos seus rendimentos normais decorrentes da sua atividade. E, para que isso aconteça, é necessário que haja mais concertação da produção agrícola na região. E essa concertação também caberá ao Estado, que deve coordenar este tipo de trabalho”, sublinhou Carlos Furtado.

O líder do Chega Açores considerou que “na situação atual” será da “maior importância que o Estado assuma a sua responsabilidade”, o que “passará muito pela coordenação daquilo que deve ser a produção agrícola nos próximos tempos”.

Nas anteriores legislativas açorianas, em 2016, o PS venceu com 46,4% dos votos, o que se traduziu em 30 mandatos no parlamento regional, contra 30,89% do segundo partido mais votado, o PSD, com 19 mandatos, e 7,1% do CDS-PP (quatro mandatos).

O BE, com 3,6%, obteve dois mandatos, a coligação PCP/PEV, com 2,6%, um, e o PPM, com 0,93% dos votos expressos, também um.

O PS governa a região há 24 anos, tendo sido antecedido pelo PSD, que liderou o executivo regional entre 1976 e 1996.

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