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– 24-06-2008 |
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Altera��es Clim�ticas: UE pode vir a ter Estratégia ConjuntaA União Europeia pode vir a ter uma estratégia conjunta de adapta��o �s altera��es clim�ticas em vez de um Livro Branco, disse ontem em Lisboa um elemento da Direc��o-Geral de Ambiente da Comissão Europeia. "Estamos a preparar um livro branco [um documento oficial elaborado pela Comissão com um conjunto de propostas], para estar pronto em Outubro deste ano, mas ainda não sabemos se vai ser um Livro Branco ou uma Estratégia Europeia", afirmou Ros�rio Bento, daquela Direc��o-Geral, na Confer�ncia "Portugal Um Clima Em Mudan�a", que decorreu ontem no Estoril (Cascais). O Livro Verde da União Europeia sobre Adapta��o Clim�tica (uma esp�cie de consulta pública) ficou conclu�do em finais do ano passado, estando agora a ser preparado um Livro Branco que dever� ser entregue ao Conselho Europeu em Outubro próximo. Um Livro Verde � um documento de discussão destinado a estimular o debate e lan�ar o processo de consulta, ao nível. europeu, sobre um tema espec�fico. Geralmente apresenta um leque de ideias e visa que pessoas ou organizações interessadas no tema contribuam com ideias ou informação. Ao Livro Verde pode seguir-se um Livro Branco, um conjunto de propostas oficiais da Comissão que � usado como ve�culo para que estas medidas possam passar a lei. Ros�rio Bento salientou que uma das preocupa��es da Direc��o-Geral de Ambiente da Comissão Europeia � que as medidas de adapta��o tomadas num país não tenham reflexos negativos noutros estados. Esta respons�vel lembrou que a adapta��o �s altera��es clim�ticas pode "criar novas oportunidades econ�micas, novos mercados e novos serviços". O governo espanhol, que tem uma Secretaria de Estado dedicada �s altera��es clim�ticas, esteve Também presente no encontro para dar a conhecer as mediadas de adapta��o que t�m sido tomadas, que come�aram a ser delineadas em 2005 e foram aprovadas em Conselho de Ministros em Outubro 2006 com a forma de uma Estratégia Nacional de Adapta��o. "Ao mesmo tempo desta estratégia, desenvolvemos um programa de trabalhos que ainda não está conclu�do", afirmou Conchita Martinez da Oficina Espanhola de Cambio Clim�tico, que está integrada no Ministério do Ambiente espanhol. Desse programa de trabalho fazem parte "várias gera��es" de cen�rios clim�ticos regionais, uma avalia��o do impacto das altera��es clim�ticas nos recursos h�dricos (estudo que custou 800 mil euros), uma avalia��o do impacto na biodiversidade (300 mil euros), uma avalia��o nas zonas costeiras e um programa de investiga��o. "Entre os próximos passos contamos planear estudos pormenorizados para os sectores priorit�rios, que são o turismo, a agricultura, as florestas e a Saúde", adiantou Conchita Martinez. O Governo espanhol pretende ainda fazer relatérios de avalia��o sectoriais e identificar novas medidas de adapta��o para alguns sectores: "não podemos esperar que tudo esteja adaptado para fazer avalia��es. os resultados dos estudos v�o sendo integrados nas pol�ticas sectoriais". O embaixador britúnico em Lisboa, Alexander Ellis, Também deu a conhecer as principais medidas de adapta��o do seu país. "500 milhões de libras (cerca de 633 mil euros) são aplicadas por ano nas cheias, na defesa costeira e em outras medidas ligadas �s altera��es clim�ticas", disse. O embaixador, tal como outros participantes na confer�ncia, defendeu a necessidade de envolver os privados e � sociedade civil na luta contra o aquecimento do planeta. "O Estado não chega. � preciso a comunidade empresarial e a sociedade. Os governos não podem e não devem fazer tudo", concluiu.
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