A Comunidade Intermunicipal (CIM) do Douro vai criar uma academia internacional para formar, em diferentes países, profissionais capazes de interpretar e valorizar os seus vinhos, gastronomia e património, foi hoje anunciado.
“Esta academia representa uma aposta coletiva na qualificação, na valorização dos nossos recursos e na capacidade de levar o Douro mais longe, através de quem conhece e sabe transmitir aquilo que nos distingue”, afirma, citado em comunicado, João Gonçalves, presidente da CIM Douro.
A futura academia, que tem o nome provisório de Douro Identity Academy (DIA), pretende, segundo é explicado no texto, ir além “das tradicionais iniciativas de promoção turística e comercial, desenvolvendo um modelo de formação internacional que combine ensino digital, sessões presenciais e experiências de imersão no território”.
A formação será organizada em três áreas, designadamente vinhos, gastronomia e território, e abrangerá conhecimentos sobre a história, a cultura, o património, os produtos e as experiências que distinguem o Douro.
Estão previstos níveis progressivos de aprendizagem, desde a introdução à identidade da região até à formação avançada de profissionais capazes de a divulgar e valorizar nos seus países, e, segundo a CIM, a “ambição é criar uma rede internacional de profissionais e embaixadores do território, estabelecendo uma ligação permanente entre o Douro e os mercados externos”.
“O Douro tem uma identidade reconhecida internacionalmente, mas queremos que esse reconhecimento se traduza em mais oportunidades para os nossos produtores, empresas e comunidades”, acrescenta João Gonçalves, também presidente da Câmara de Carrazeda de Ansiães.
O projeto foi apresentado recentemente em Tóquio, Japão, no âmbito da Douro Week 2026, num programa que envolveu representantes institucionais, especialistas em gastronomia e vinhos, formadores, importadores, empresários e jornalistas japoneses.
O Japão é classificado como um mercado-piloto para a iniciativa e o programa, naquele país, incluiu iniciativas na embaixada de Portugal e uma ‘masterclass’ dedicada à cozinha e aos vinhos do Douro, permitindo testar conteúdos e metodologias da futura oferta formativa internacional
Para maio de 2027, está previsto um programa no Douro dirigido a profissionais japoneses com o objetivo de lhes proporcionar contacto direto com produtores, chefes, unidades turísticas, instituições e comunidades locais.
Esta iniciativa, de acordo com a comunidade que agrega 19 municípios do Douro, deverá acompanhar a projeção internacional da academia, que está a ser concebida para “funcionar de forma contínua, articulando formação digital acessível a participantes de vários países com experiências presenciais e programas especializados no território”.
“Estamos a desenvolver um projeto coletivo, que mobiliza conhecimento, instituições e agentes económicos em torno de uma ambição comum. A experiência no Japão permitiu testar esta abordagem junto de profissionais com capacidade para transmitir a identidade do Douro. Queremos dar continuidade a esse trabalho, criando uma plataforma de formação e cooperação internacional que produza resultados para o território”, afirma, também citado, Miguel Santos, secretário executivo intermunicipal da CIM Douro.
O projeto envolve a Escola de Hotelaria e Turismo do Douro-Lamego e prevê um modelo de cooperação alargado a instituições públicas, entidades de formação, organizações setoriais e parceiros privados, como o Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto (IVDP), o Turismo do Porto e Norte e o Turismo de Portugal e quer “aproveitar competências e estruturas já existentes e não pretende substituir os mecanismos oficiais de certificação”.
“Com esta iniciativa, o Douro pretende deixar de ser apenas um território que o mundo visita e conhece, para se afirmar também como um território cujo conhecimento se ensina, se partilha e cria valor à escala internacional”, realça a CIM Douro.
















































