Os pagamentos aos agricultores atingiram um recorde de 1.579 milhões de euros até outubro, um terço dos quais só neste mês, destacando-se 243,8 milhões de euros em apoio ao rendimento base, divulgou hoje o Ministério da Agricultura.
“O valor total pago pelo Ministério da Agricultura e Mar em 2026 atingiu 1.579 milhões de euros, o que representa o ano com maior volume de pagamentos de sempre entre janeiro e outubro”, anunciou, em comunicado.
Só em outubro, o ministério pagou 511,5 milhões de euros a mais de 180.000 beneficiários.
Questionado pela Lusa, o Ministério da Agricultura explicou que a concentração dos apoios em outubro deve-se a um regulamento da Política Agrícola Comum (PAC), que permite adiantar alguns pagamentos do ano seguinte.
Por outro lado, este período corresponde ao fim da vindima, ao início da colheita de azeitona e à apanha da castanha, no qual estão concentrados os custos, enquanto as receitas só são recebidas posteriormente.
No valor total, destacam-se 243,8 milhões de euros do apoio ao rendimento base, 50,3 milhões de euros para os pequenos agricultores e 37,7 milhões de euros do POSEI – Programa de Opções Específicas para fazer face ao Afastamento e à Insularidade.
No âmbito do Plano Estratégico da Política Agrícola Comum (PEPAC), contabilizam-se mais de 51 milhões de euros referentes aos pagamentos relativos à conservação do solo, culturas permanentes, paisagens tradicionais e mosaico agroflorestal.
Somam-se 19,3 milhões de euros para o setor das pescas, no âmbito do programa Mar 2020, e 4,5 milhões de euros do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) para projetos de investigação, inovação, pescas e polos.
Segundo o ministério liderado por José Manuel Fernandes, foram ainda pagos 10,7 milhões de euros em apoios aos animais para gestão da carga combustível, 7,9 milhões de euros em apoios na sequência da tempestade Kristin, 4,1 milhões de euros para as áreas de baldio e 1,5 milhões de euros da ajuda extraordinária ao gasóleo.
















































