A CONFAGRI vai pedir audiências com carácter de urgência ao Presidente da República e ao Primeiro-Ministro, para solicitar a intervenção do Estado face à pressão dos preços dos combustíveis e dos fertilizantes, que, segundo a confederação, ameaça a produção nacional de alimentos e milhares de postos de trabalho.
De acordo com o comunicado de imprensa, a decisão foi tomada pelo Conselho de Administração da confederação, que reuniu no passado dia 28 de setembro. O objetivo dos pedidos de audiência é expor a gravidade da situação que o setor agrícola e agroalimentar enfrenta e pedir a intervenção do Estado na defesa da capacidade produtiva e da competitividade externa do setor.
Segundo a CONFAGRI, a evolução dos preços e a incerteza no fornecimento de petróleo e de fertilizantes estão a colocar sob forte pressão as explorações agrícolas, as cooperativas e toda a cadeia que leva os alimentos do campo à mesa. Sem medidas atempadas, a confederação considera que estão em risco a viabilidade de muitas empresas do setor e a capacidade de produção nacional de bens alimentares essenciais.
“Não estamos perante um problema setorial, mas perante uma questão de segurança alimentar, de competitividade nacional e de coesão territorial. O Estado tem de agir antes que os efeitos se tornem irreversíveis”, afirma Nuno Serra, secretário-geral da CONFAGRI.
A confederação sublinha também a dimensão social do problema: o setor cooperativo agrícola cria diretamente 8 mil postos de trabalho, muitos deles em territórios do interior, onde a atividade agrícola e cooperativa é frequentemente o principal empregador e o principal fator de fixação de população.
A CONFAGRI representa 400 cooperativas, 9 federações e 1 união de cooperativas, num setor cooperativo agrícola que gera um volume de negócios de 3,7 mil milhões de euros. Para a confederação, a defesa do setor agroalimentar é uma prioridade estratégica nacional e a garantia de alimentos acessíveis e de emprego estável em todo o território exige uma resposta política clara e imediata.
O artigo foi publicado originalmente em Vida Rural.















































