No dia 29 de setembro, assinala-se o Dia Internacional da Consciencialização sobre Perdas e Desperdício Alimentares. Reduzir o desperdício exige o envolvimento de todos, do produtor ao consumidor. Conheça o trabalho desenvolvido pela DGAV nesta área e descubra como pequenas escolhas do dia a dia podem fazer a diferença.
O Dia Internacional da Consciencialização sobre Perdas e Desperdício Alimentares foi instituído pelas Nações Unidas, em 2019, com o objetivo de chamar a atenção para a dimensão deste problema e para a necessidade de adotar soluções em todas as etapas da cadeia alimentar.
As perdas e o desperdício alimentar representam não apenas alimentos que deixam de cumprir a finalidade para a qual foram produzidos, mas também a perda dos recursos utilizados na sua produção, transformação, transporte, conservação e distribuição.
Água, solo, energia, matérias-primas, trabalho e investimento são igualmente desperdiçados sempre que um alimento próprio para consumo não é aproveitado.
As perdas podem ocorrer nas várias etapas da produção e da cadeia de abastecimento, enquanto o desperdício está frequentemente associado às decisões tomadas na distribuição, na restauração e nos próprios agregados familiares.
Segundo os dados nacionais mais recentes, ainda provisórios, disponibilizados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), em 2024 foram geradas em Portugal 1 820 452 toneladas de desperdício alimentar, o equivalente a 161,2 kg por habitante. O consumo doméstico representou cerca de 65% a 67% do total, evidenciando a importância das escolhas realizadas diariamente na compra, conservação, preparação e consumo dos alimentos.
Reduzir o desperdício alimentar exige, por isso, uma atuação conjunta dos produtores, operadores económicos, entidades públicas, organizações sociais e consumidores.
O contributo da DGAV
A Direção-Geral de Alimentação e Veterinária integra a Comissão Nacional de Combate ao Desperdício Alimentar (CNCDA) e participa na execução da Estratégia Nacional de Combate ao Desperdício Alimentar, contribuindo particularmente nas matérias relacionadas com a segurança dos alimentos, higiene, conservação, rastreabilidade, informação ao consumidor e promoção da doação. Entre os trabalhos em desenvolvimento destacam-se:
- a elaboração do Manual de Referência para a Doação Alimentar Segura, que reunirá orientações sobre higiene, conservação, transporte, rastreabilidade e responsabilidade dos diferentes intervenientes;
- a preparação e realização de ações de sensibilização sobre a doação segura de alimentos, dirigidas a operadores económicos, entidades do setor social e solidário, bancos alimentares, autarquias e freguesias;
- a promoção de protocolos locais de doação, destinados a reforçar a articulação entre operadores, entidades públicas e instituições recetoras e a apoiar a criação de redes locais de redistribuição de alimentos;
- a renovação e o possível alargamento de acordos voluntários e circuitos alternativos que permitam encaminhar produtos em risco de desperdício para consumo humano, envolvendo diferentes setores da cadeia alimentar;
- a avaliação do quadro regulamentar, com vista à identificação de obstáculos e oportunidades de melhoria;
- a participação no Plano de Ação para a Economia Circular 2030 destinada a agilizar o processo de doação de bens alimentares, coordenada pela DGAV e pelo Gabinete de Planeamento, Políticas e Administração Geral;
- a colaboração numa campanha de esclarecimento sobre as datas de validade, destinada a melhorar a compreensão das menções “Consumir até” e “Consumir de preferência antes de”;
- a participação em grupos de trabalho e parcerias com outras entidades, designadamente a CNCDA, a GS1 Portugal e a Associação Smart Waste Portugal, contribuindo para a harmonização de conceitos, a divulgação de boas práticas e a procura de soluções que conciliem a prevenção do desperdício com a segurança dos alimentos;
A prevenção e a redução do desperdício alimentar beneficiam da partilha de experiências e da colaboração entre todos os intervenientes da cadeia alimentar. Se integra um grupo de trabalho ou uma iniciativa em que o contributo técnico da DGAV possa constituir uma mais-valia, ou se pretende partilhar boas práticas nesta área, convidamo-lo a contactar-nos para seguranç[email protected]
Pequenas escolhas fazem a diferença
A prevenção do desperdício começa nas decisões do dia a dia. Cada consumidor pode contribuir através de gestos simples:
- planear as refeições e elaborar uma lista antes das compras;
- verificar os alimentos que já existem em casa;
- comprar apenas as quantidades necessárias;
- organizar os alimentos de modo a consumir primeiro os que têm menor prazo de conservação;
- conservar corretamente os alimentos;
- distinguir as menções “Consumir até” e “Consumir de preferência antes de”;
- aproveitar as sobras de forma segura;
- congelar atempadamente os alimentos que não irão ser consumidos;
- partilhar ou doar alimentos excedentários, sempre que estejam asseguradas as condições de segurança.
Combater as perdas e o desperdício alimentar é uma responsabilidade partilhada, do produtor ao consumidor.
Antes de deitar fora, pare, verifique e aproveite em segurança.
E em sua casa, como evita o desperdício alimentar?
A DGAV pretende conhecer melhor os hábitos e as principais dúvidas dos consumidores.
Participe na nossa breve sondagem e ajude-nos a identificar os temas sobre os quais é necessário disponibilizar mais informação.
Leia o código QR ou utilize a ligação para aderir

Link para preenchimento: https://forms.cloud.microsoft/e/0sKZrGv8HL
Responder demora menos de dois minutos.
A sondagem estará disponível até ao dia 13 de outubro. As principais conclusões serão divulgadas no portal da DGAV no dia 16 de outubro, por ocasião do Dia Mundial da Alimentação.
O artigo foi publicado originalmente em DGAV.














































