Investigadores chineses utilizaram a tecnologia CRISPR para editar genes da soja e conseguiram sementes maiores, com mais proteína e aumentos de produtividade entre 12% e 29% em ensaios de campo.
Uma equipa de investigadores da Universidade Agrícola Heilongjiang Bayi, na China, desenvolveu uma nova abordagem de edição genética que poderá contribuir para aumentar a produtividade da soja em sistemas de plantação densa.
Os cientistas recorreram à tecnologia CRISPR Cas9 para editar simultaneamente quatro genes conhecidos como GmCRCK1. O resultado foi a obtenção de plantas que produziram sementes maiores e mais pesadas. Em contraste, plantas modificadas para aumentar a atividade de um destes genes desenvolveram sementes de menor dimensão.
Além do aumento do tamanho das sementes, as análises revelaram que as plantas editadas apresentavam um teor de proteína mais elevado e alterações na composição dos aminoácidos, o que indica que estes genes também desempenham um papel importante na qualidade e no desenvolvimento da semente.
Os ensaios realizados em diferentes densidades de plantação mostraram ainda que as novas variedades mantiveram o maior peso das sementes e alcançaram produtividades entre 12% e 29% superiores às das plantas convencionais.
Segundo os investigadores, a edição dos genes GmCRCK1 poderá tornar-se uma ferramenta importante para o desenvolvimento de novas variedades de soja mais produtivas e com melhor qualidade nutricional, especialmente em sistemas agrícolas que recorrem a plantações de elevada densidade.
Leia o estudo emPlant Biotechnology Journal.
O artigo foi publicado originalmente em CiB – Centro de Informação de Biotecnologia.














































