A histórica floresta de Fontainebleau, a menos de 100 quilómetros de Paris, foi devastada por um incêndio, na sequência das ondas de calor que a Europa tem registado nos últimos dias e que também assolaram Espanha e Portugal.
Vários bairros desta região francesa, que alberga o castelo de Fontainebleau, o favorito de Napoleão, e que é muito popular entre os visitantes de Paris e de outros locais, tiveram de ser evacuados e o tráfego ferroviário e rodoviário foi interrompido.
Dois aviões-tanque foram mobilizados para a área, juntamente com centenas de bombeiros, disse o porta-voz do serviço regional de bombeiros, Paul Laurain, à rádio France-Info.
Os comboios de e para a movimentada estação Gare de Lyon foram interrompidos no final da noite de domingo, mas voltaram à circulação normal hoje de manhã, enquanto um troço da movimentada autoestrada A6, que liga o sudeste de Paris, se mantém encerrado.
Vários grandes incêndios têm devastado milhares de hectares no sul de França desde a semana passada, interrompendo a reconhecida corrida de ciclismo “Tour de France” e sobrecarregando os recursos de combate aos incêndios.
França está a atravessar o pico da sua terceira onda de calor deste verão, com temperaturas acima dos 40 graus Celsius em zonas do oeste e do centro do país e cerca de 37 graus Celsius em Paris.
Na “vizinha” Espanha, 10 pessoas continuavam hoje de manhã desaparecidas, após um incêndio que, na semana passada, atingiu Los Gallardos, na Andaluzia (sul), e fez pelo menos 13 mortos.
O fogo, um dos mais mortíferos da história do país, fez a sua 13.ª vítima mortal no domingo à noite, quando um cidadão britânico de 93 anos morreu num hospital devido aos ferimentos sofridos.
O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, tem agendada para hoje uma visita ao local depois de o incêndio ter sido dado como controlado durante a madrugada.
Segundo as autoridades regionais, o incêndio afetou cerca de 70 quilómetros quadrados de floresta e terras agrícolas — uma área equivalente ao concelho de Almada.
Espanha está a atravessar uma vaga de calor extremo, que, aliada ao vento e à pouca chuva, está a criar as condições ideais para que os pequenos incêndios florestais se propaguem sem controlo.
A situação alarga-se também a Portugal, onde uma vaga de calor severa impulsionou a pior fase inicial da época desde 2017, com mais de 15 mil hectares queimados nos últimos dias, metade do terreno ardido desde janeiro.
A Europa é o continente que está a aquecer mais rapidamente no mundo, com as temperaturas a aumentarem duas vezes mais rapidamente do que a média global desde a década de 1980, de acordo com o Serviço de Alterações Climáticas Copernicus da União Europeia.














































