O Governo vai reforçar as compensações pagas aos produtores afetados por ataques de lobo-ibérico, anunciou hoje o ministro da Presidência, explicando que o objetivo é reequilibrar a posição dos agricultores perante as medidas de proteção daquela espécie.
A medida foi aprovada hoje em Conselho de Ministros e altera o regime de proteção do lobo-ibérico, reforçando as compensações atribuídas aos produtores de gado afetados.
Em conferência de imprensa após a reunião do Conselho de Ministros, António Leitão Amaro explicou que o objetivo é que os produtores de gado fiquem “numa posição mais equilibrada e harmoniosa face à proteção desta espécie”, mas não concretizou o reforço aprovado.
Em fevereiro, produtores de gado afetados por ataques do lobo-ibérico criaram um movimento nacional, alargado à Galiza, para acabar com a proteção da espécie face àquilo que descreviam na altura como “ação selvática e implacável” sobre os rebanhos.
Atualmente, os produtores de gado já têm direito a indemnização pelos prejuízos causados por ataques de lobo ibérico, paga até 50% até ao 15.º ataque atribuído ao lobo em cada ano civil.
O Programa Alcateia 2025-2035, lançado pelo Governo, tem em 2026 um orçamento de 3,3 milhões de euros para proteger o lobo e indemnizar produtores. Identificou no país quatro núcleos populacionais: Peneda/Gerês, Alvão/Padrela, Bragança e Sul do Douro, num total de 58 alcateias (56 confirmadas, 2 prováveis) e cerca de 300 animais.
Entretanto, a ministra do Ambiente anunciou, em junho, que o Governo estaria a preparar um novo decreto-lei que vai reforçar ainda mais a proteção do lobo-ibérico, sem adiantar medidas, compromisso que motivou críticas dos produtores de gado.












































