O sindicato pediu, hoje, às associações de criadores de gado e associações comerciais de carne bovina, clientes do matadouro do Cachão, que assumam uma posição pública face ao possível encerramento da infraestrutura relacionado com um processo de insolvência.
“Entendemos que este é o momento de fazer ouvir a voz da região e de exigir das entidades responsáveis respostas concretas, transparência nos processos de decisão e um compromisso inequívoco com a manutenção e reforço da capacidade operacional desta infraestrutura. O silêncio não serve os interesses de Trás-os-Montes”, afirmou o Sindicato dos Trabalhadores da Agricultura e das Indústrias de Alimentação, Bebidas e Tabacos de Portugal (SINTAB), numa nota enviada à Lusa.
Segundo o SINTAB, o processo de insolvência do matadouro industrial do Cachão, no concelho de Mirandela, “continua a gerar profunda preocupação” entre trabalhadores e agricultores.
Em abril, esta unidade de abate entrou em processo de insolvência, solicitado por um dos credores, a Ares Lusitani, depois de uma dívida que terá chegado a perto de um milhão de euros.
O administrador do matadouro do Cachão, Michel Monteiro, disse, na altura à Lusa, que os municípios de Mirandela e Vila Flor iriam apresentar um “plano de recuperação”, com o intuito de impedir o encerramento do matadouro.
Em maio, o presidente da Câmara de Vila Flor, Pedro Lima, revelou, à Lusa, que já tinha sido elaborado e entregue, ao administrador de insolvência, esse plano.
No entanto, o sindicato afirmou, hoje, que “passados vários meses sobre o início deste processo, continuam por esclarecer questões fundamentais relativas ao futuro da unidade, aos postos de trabalho existentes e à continuidade de um serviço essencial para a produção agropecuária de Trás-os-Montes”.
Em comunicado voltam a salientar a importância desta infraestrutura para o distrito de Bragança, podendo o seu encerramento provocar “consequências económicas e sociais gravíssimas para a região”.
Com o processo de insolvência a decorrer, o matadouro, que emprega 23 trabalhadores, mantém-se em funcionamento.
No nordeste transmontano, há ainda mais três matadouros, em Miranda do Douro, Vinhais e Bragança, estando ainda a ser construído outro em Mogadouro.













































