Feira Nacional do Porco regressa ao Montijo de 1 a 3 de outubro com organização conjunta da IACA, APIC, FPAS e FILPORC
Setor aposta na resiliência, apesar dos efeitos das tempestades do início do ano
Foi hoje apresentada a 27ª Feira Nacional do Porco. O evento decorrerá entre 1 e 3 de outubro, no Parque de Exposições do Montijo. Pela primeira vez, e sob o mote “A Suinicultura está no Ponto” o certame apresenta uma organização conjunta da fileira da carne de porco. Este ano, à FPAS (Federação Portuguesa de Associações de Suinicultores) junta-se a IACA (Associação Portuguesa dos Industriais de Alimentos Compostos para Animais), a APIC (Associação Portuguesa de Industriais de Carne) e a FILPORC (Organização Interprofissional da Fileira da Carne de Porco).
O sinal de vitalidade surge num ano particularmente desafiante para a fileira que sofreu impactos relevantes devido aos fenómenos climáticos severos que assolaram o país no início do ano. As tempestades tiveram impacto estimado em 285 explorações, 40% da capacidade produtiva do país, tendo sido registada uma diminuição do efetivo de mais 220 mil animais.
Apesar do contexto, a fileira aposta na resiliência e ao longo dos três dias da Feira, os visitantes poderão passar por 187 expositores que irão dar a conhecer as espécies autóctones portuguesas, bem como novos equipamentos e soluções tecnológicas para a melhoria da produtividade do setor. Sinal do empenho da fileira nesta área é a atribuição do Prémio Inovação destinado a reconhecer o investimento das empresas em investigação, desenvolvimento e inovação, destacando os produtos, processos, desenvolvimentos técnicos e tecnológicos ou comerciais expostos na XXVII Feira Nacional do Porco e que aportam ao setor da suinicultura portuguesa valor acrescentado nas áreas do bem-estar animal, nutrição e beneficiação ambiental. O Pavilhão da Gastronomia abre as portas à diversidade das raças autóctones e da charcutaria tradicional, sem esquecer as bifanas e o leitão, entre outros.
Os visitantes profissionais e não profissionais podem, também, ver a exposição Red Nose Pig Parade. São réplicas de animais em fibra, personalizados por alunos das escolas primárias do Montijo que vão ser leiloados durante a Feira. A receita reverte para a Operação Nariz Vermelho e para a Sovereign Art Foundation. Ainda na vertente solidária, por cada entrada na feira, que tem o valor de 5 euros, 1 euro é doada à CERCIMA, uma instituição que atua nos concelhos de Alcochete e Montijo na área da inclusão social, através de diversos projetos de educação, reabilitação e capacitação.
Ao todo são 4 áreas temáticas: Profissional e Equipamentos, Gastronomia, Exposição Animal e Ar livre em 6500m2 de área de exposição e 2000 m2 de zona de espetáculos.
David Neves, Presidente da FPAS e da FILPORC, afirma na sessão de apresentação da 27ª edição da Feira Nacional do Porco “estão reunidas as condições para termos uma grande feira. Venham ver como o setor evoluiu ao longo dos últimos anos”, já o presidente da Câmara Municipal do Montijo, entidade que apoia a realização da Feira Nacional do Porco desde a sua criação, diz “este momento é, uma vez mais, um ponto de encontro para a economia portuguesa e para o Montijo. É para nós essencial receber este evento. Estamos juntos.”. No momento, que decorreu no Salão Nobre dos Paços do Concelho da Câmara Municipal do Montijo, estiveram também presentes Jaime Piçarra, Secretário-geral da IACA e Ricardo Almeida, técnico superior da APIC. Em representação da Junta de Freguesia de Montijo e Afonsoeiro marcou presença Paula Ribeiro.
Fonte: FPAS
















































