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– 26-07-2004 |
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Saúde : Estudo francês reconhece efeitos benéficos dos produtos transgénicos Paris, 26 Jul "A introdução de novas variedades resistentes a ataques de insectos permite diminuir consideravelmente a quantidade de insecticida, em particular no cultivo de algodão", referiu a AFSSA num estudo dedicado aos Organismos Geneticamente Modificados (OGM) publicado hoje pelo jornal francês "Le Fígaro". O documento, intitulado "OGM e alimentação. Podem identificar- se e avaliar-se benefícios para a saúde?", examina vários cultivos transgénicos, como a resistência do milho e do algodão aos insectos, a tolerância da beterraba a herbicidas ou o arroz enriquecido com a vitamina A. O estudo refere que "nos Estados Unidos, segundo números de 2001, cerca de 2.000 toneladas de insecticidas foram substituídas por outros produtos compostos pelo gene Bt (resistente aos insectos), nas plantações de milho e algodão". Nos países em desenvolvimento a introdução do algodão Bt implica um menor recurso a insecticidas, com menos implicações para o meio ambiente e "para a saúde dos que trabalham com esses produtos", acrescenta ainda o comunicado. Os autores do estudo tomam uma posição muito clara quanto ao debate realizado em França sobre a autorização para a realização de testes com transgénicos e sublinham que "não se pode atribuir nenhum problema sanitário específico a um Organismo Geneticamente Modificado (OGM) posto no mercado, seja em relação à sua toxidade ou à possibilidade de provocar alergia". No entanto, admitem que "isso não exclui a hipótese de poder haver um risco que, por agora, não pode ser identificado nem quantificado". A AFSSA reconhece que a primeira geração de transgénicos foi concebida com fins económicos, mas a segunda geração apresenta mais vantagens em termos sanitários como, por exemplo, o menor impacto negativo dos cultivos sobre o meio ambiente. O estudo da AFSSA vai na mesma direcção do parecer da Academia de Ciências e de Medicina de França, que em 2002 considerava que os benefícios derivados dos OGM eram superiores aos seus eventuais riscos. Os autores do estudo centraram-se nos benefícios pois, a seu ver, só se fala nos riscos, e é impossível que o debate arranque sem que se tenham em conta todos os elementos. As conclusões deste estudo chegam ao mesmo tempo em que arranca uma nova campanha contra os transgénicos em França, com a destruição de campos de trigo e de milho em vários pontos perto de Toulouse, no passado fim-de-semana. Nestas operações, em que participaram cerca de mil pessoas, contavam-se personalidades como José Bové, símbolo da luta contra a globalização e o deputado ecologista Noel Mamere, que se tornou mais conhecido depois de ter casado com dois homens, acção que lhe valeu a suspensão durante um mês da posição de alcaide da localidade de Begles. A Comissão Europeia autorizou a comercialização de produtos feitos a partir do milho "NK603" a 26 de Junho deste ano, um mês depois de ter permitido a comercialização do milho doce "Bt-11" cultivado nos Estados Unidos. Actualmente, circulam legalmente em Portugal e em toda a União Europeia cerca de 12 produtos transgénicos, sendo a grande maioria milho e soja.
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