O ministro da Agricultura e do Mar, José Manuel Fernandes, afirmou hoje que Portugal tem que ser proativo face ao Mercosul, e definir uma estratégia para criar valor acrescentado, investindo na marca portuguesa.
“O valor acrescentado à indústria agroalimentar é também essencial para o mundo aberto que defendemos, com a palavra reciprocidade acompanhada, e é um mundo aberto onde temos acordos para os quais também temos de nos preparar e sermos proativos”, afirmou o governante na 8.ª Conferência para a Competitividade.
Relativamente ao acordo Mercosul, José Manuel Fernandes referiu que o país tem que criar uma estratégia para a marca Portugal, considerando que não basta falar português para penetrar no mercado de língua portuguesa.
“Qual é a estratégia que temos para a promoção, para a marca, para a marca Portugal, que tem mais força do que pensámos, mas não basta falar português para entrar naquele mercado de 270 milhões, falando do Mercosul, onde 212 milhões falam português”, referiu o governante na conferência.
Face às preocupações levantadas desde o anúncio do acordo, o ministro referiu que apesar de chegar muita carne à Europa, através do Mercosul, o país é imbatível na transformação.
“Nós somos imbatíveis na transformação e temos uma série de produtos de fazer essa transformação que do outro lado não é feita e que é uma oportunidade para nós e isso obviamente é valor acrescentado”, disse.
O ministro referiu também a importância da segurança alimentar e a necessidade de termos reservas estratégicas, relembrando o período da pandemia covid-19.
“Ainda bem que aconteceu, não nos falta comida no prato, mas se tivesse faltado nós daríamos importância e perceberíamos a força desta segurança alimentar que é absolutamente necessária de armazenamentos de alimentos que temos de reforçar”, disse.













































