PCP opõe-se ao crescimento das monoculturas intensivas em Alqueva

PCP opõe-se ao crescimento das monoculturas intensivas em Alqueva

O PCP tem manifestado uma preocupação com o crescimento de áreas reservadas às monoculturas intensivas e superintensivas de olival e amendoal sobretudo na área de influência de Alqueva, como são os casos dos concelhos de Serpa, Moura, Beja, Ferreira do Alentejo e Aljustrel.

Segundo os comunistas este tipo de cultura “implica o recurso a práticas de utilização em larga escala de pesticidas e outros fitofármacos para controlo das pragas e aumento da produtividade, abrangendo áreas sensíveis à ocupação humana, com efeitos nocivos quer do ponto de vista da qualidade de vida e da saúde publica das populações, quer por envolver um conjunto de pressões sobre o solo, os recursos hídricos superficiais e subterrâneos e a biodiversidade”.

O PCP vai mais longe e aponta a barragem do Enxoé como exemplo de “como uma importante infraestrutura destinada a abastecimento de água aos concelhos de Serpa e Mértola, se encontra absolutamente sob influência das práticas agrícolas superintensivas pela inexistência de faixas de salvaguarda que evitem a contaminação das águas destinadas ao consumo humano”. E é precisamente nessa barragem que no próximo sábado dia 25 de janeiro, vão realizar “uma sessão pública com concentração junto ao coroamento da Barragem”, a fim de apresentar as medidas legislativas que deram entrada na Assembleia da República “em defesa das populações”.

Imagem de capa de agroglobalnews

O artigo foi publicado originalmente em Tribuna Alentejo.

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