O movimento cívico Mega-Protesto vai realizar uma manifestação no dia 21 de novembro, em Lisboa, contra o projeto da central solar fotovoltaica Sophia, que contou com mais de 8.151 participações na segunda consulta pública.
O movimento cívico Mega-Protesto vai realizar uma manifestação no dia 21 de novembro, em Lisboa, contra o projeto da central solar fotovoltaica Sophia, cuja segunda consulta pública obteve mais de 8.151 participações.
Numa nota enviada hoje à agência Lusa, o movimento refere que as populações são excluídas das decisões e argumentam que “os projetos, aprovados sem transparência, acabam por lhes ser impostos”.
“Falta ordenamento estratégico que compatibilize as atividades económicas com a preservação dos bens naturais, agrícolas, culturais e socioeconómicos. Por isso é necessário continuar a exigir o cumprimento cabal da lei no respeito pelos direitos dos cidadãos e na proteção dos bens naturais”, vincaram.
A segunda consulta pública da central solar fotovoltaica Sophia – abrangendo os concelhos do Fundão, de Idanha-a-Nova e de Penamacor, na Beira Baixa, distrito de Castelo Branco – terminou no dia 21, depois de a multinacional britânica promotora do projeto ter reduzido a capacidade instalada em 34% na reformulação que submeteu à autoridade de Avaliação de Impacte Ambiental (AIA).
“Relativamente à capacidade instalada, é feita uma redução de 34%, de 867MWp (Megawatt pico) para cerca de 573MWp. Neste contexto, a área vedada do projeto é reduzida em 32% e o número de núcleos vedados diminui de 44 para 22, uma redução de 50%”, explicou a Lightsource BP na informação disponibilizada à agência Lusa.
O projeto inicial abrangia os municípios do Fundão, Idanha-a-Nova e Penamacor, no distrito de Castelo Branco, e uma capacidade instalada de 867 MWp.
A área ocupada do projeto por módulos fotovoltaicos era de 390 hectares, 435 hectares considerando todas as infraestruturas, e um total de 1.734 hectares de área vedada.
O movimento cívico relembra que a Lightsouce BP já desistiu da central solar da Beira, mas “continua a insistir na Sophia cuja segunda consulta pública, terminada no dia 21, obteve mais de 8.151 participações”.
Argumentam ainda que ao constatar que esta situação se repete em todo o país, decidiram fazer um apelo nacional a movimentos, organizações e cidadãos ativos para estruturar um movimento capaz de canalizar a energia de contestação e de mudança que se está a intensificar.
O Mega-Protesto surgiu de uma proposta de um grupo informal criado em 2025 para organizar os protestos contra as mega-centrais fotovoltaicas Beira e Sophia que têm sido massivamente rejeitadas pelo povo e pelos autarcas das regiões que abrangem.
O movimento que inclui 21 organizações cívicas e ambientalistas a nível nacional, é localmente apoiada pela Plataforma de Defesa do Parque Natural do Tejo Internacional, Movimento Cívico da Gardunha Sul, Cidadãos pela Beira Baixa, Cova da Beira Converge e Quercus Castelo Branco.
Para a ação de protesto do dia 21 de novembro a concentração está marcada para as 14:30 e o ponto de encontro é no Parque Eduardo VII, junto ao Marquês de Pombal, em Lisboa.















































