Associações empresariais e agrícolas alertaram hoje para a iminência de uma crise económica, na sequência do impacto do mau tempo e da guerra no Médio Oriente, e exigiram que o Governo fixe os preços e controle o mercado energético.
Estas medidas fazem parte de um documento que as associações pretendem apresentar ao Governo, tendo, para isso, solicitado, em 17 de abril, uma audiência de urgência com o ministro da Economia e da Coesão Territorial, Castro Almeida, ainda sem data definida.
“[…] As associações empresariais e agrícolas recusam propaganda vazia e exigem, com firmeza, responsabilidade política e respostas imediatas por parte do Governo. As comunidades, as populações, os agricultores e o tecido empresarial não podem continuar a esperar”, lê-se num comunicado conjunto da AFMRN – Associação de Feiras e Mercados Região Norte, ANMTVDE – Associação Nacional Movimento TVDE, ANTRAL – Associação Nacional dos Transportes Rodoviários em Automóveis Ligeiros, A.P.E.D. – Associação Portuguesa de Empresários de Diversão, CNA – Confederação Nacional da Agricultura, CPPME – Confederação Portuguesa das Micro, Pequenas e Médias Empresas, FPT – Federação Portuguesa do Táxi e Portugal T – Associação Nacional de Indústrias de Táxis e Serviços de Turismo.
As associações exigem o controlo “efetivo e urgente” do mercado energético, a fixação de preços para travar a especulação e proteger os consumidores e as empresas e apoios financeiros, a fundo perdido, para as empresas e explorações agrícolas mais expostas aos agravamentos dos preços dos combustíveis.
Por outro lado, reivindicam o alargamento do acesso ao gasóleo profissional acompanhado de apoios reforçados para todos os setores de transportes de mercadorias e passageiros, a devolução dos ganhos no valor do ISP – Impostos sobre os Produtos Petrolíferos e a eliminação da dupla tributação, “reduzindo o valor de IVA [Imposto sobre o Valor Acrescentado] que incide sobre os combustíveis”.
Reclamam ainda a aceleração da transição energética, com medidas para a redução da dependência externa e apoios para mitigar o impacto do aumento dos custos com fertilizantes e outros fatores de produção.
“O momento exige que o Governo reponha a justiça fiscal e económica, aplicando com urgência políticas que devolvam às empresas e às famílias o retorno legítimo do esforço que fazem todos os dias”, referiram.















































