Incêndios: Forças Armadas com nove ‘drones’ e 30 militares dedicados a partir de agosto

Incêndios: Forças Armadas com nove ‘drones’ e 30 militares dedicados a partir de agosto

Um total de nove ‘drones’ (aeronaves não tripuladas – UAS) e cerca de 30 militares vão dedicar-se à vigilância e deteção de fogos florestais na próxima época de incêndios, entre 01 de junho e 15 de outubro.

Além do aumento de aparelhos face a 2020, a novidade prende-se com a integração de elementos da Marinha e do Exército nas equipas que operam estes sistemas UA – até aqui um exclusivo da Força Aérea, com o objetivo de aumentar valências e ganhar eficácia nas operações, segundo o Chefe do Estado-Maior do Comando Conjunto para as Operações Militares (CCOM), o tenente-general Marco Serronha.

Aquele responsável e o sub-chefe do Estado-Maior do CCOM, instalado em Oeiras, o almirante Nobre de Sousa, apresentaram hoje a edificação e emprego dos ‘drones’ para 2021 – no Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR) e no Dispositivo Integrado de Vigilância e Deteção de Incêndios Rurais, ambos da responsabilidade da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), sendo o primeiro coordenado pela Guarda Nacional Republicana (GNR).

Uma resolução do Conselho de Ministros de 18 de maio de 2020 autorizou a Força Aérea a gastar até 4,545 milhões de euros, mais IVA, com financiamento a 100% do Fundo Ambiental, para comprar 12 sistemas UAS e colocá-los em funcionamento até ao verão de 2022.

Os seis UAS em ação no ano passado detetaram um total de 62 fogos florestais, num total de 97 missões e 395 horas de voo, em 2020, a partir de três bases no continente (Mirandela, Lousã e Beja).

Até junho, a perspetiva dos responsáveis encarregados é a de que estejam disponíveis nove ‘drones’ e um total de cerca de 30 militares – cada equipa tem cinco elementos para pilotar, controlar, fazer manutenção, etc.

No ano passado, os ‘drones’ realizaram ainda três missões de apoio ao Ministério do Ambiente e da Ação Climática, seis horas e meia de voos destinados à monitorização de diques de barragens e também explorações pedreiras.

Além deste género de missões, os aparelhos podem servir para vigiar também a orla costeira ou auxiliar no processo de cadastro de propriedades (terrenos florestais, por exemplo) e até fazer parte de ações de fiscalização, desde prevenção ao tráfico de droga ou à imigração ilegal.

As bases dedicadas de Lousã, Macedo de Cavaleiros e Beja vão estar completamente operacionais até 28 de junho, ainda segundo o CCOM.

Cada sistema UAS é composto, além da equipa humana, normalmente por dois aparelhos, e a infraestrutura de comando e controlo e as seis antenas fixas espalhadas pelo território, existindo ainda uma móvel, instalada numa viatura.

Os Ogassa, fabricados pela empresa portuguesa UAvision, da região de Torres Vedras, têm um modelo 42N (descolagem convencional) e um modelo VN (descolagem vertical), custando cerca de 300 mil euros a unidade

A sua autonomia de voo varia entre seis a nove horas, conforme o sistema de descolagem, com um consumo de combustível de 1,5 litros/hora.

Estes ‘drones’ podem atingir a altitude máxima de 3 quilómetros e têm uma velocidade de cruzeiro de 100 km/h, estando equipados com sensores eletro-óticos e de raios infravermelhos. Podem operar também à noite.

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