O secretário de Estado das Florestas anunciou hoje que o programa Floresta Ativa, de apoio à limpeza e gestão de terrenos florestais, será relançado “nos próximos dias”, com uma verba de quatro milhões de euros.
“Durante os próximos dias, o aviso do programa Floresta Ativa vai ser lançado e, através daquilo que já foi e a experiência que tivemos, porque foi inovador no ano anterior e com grande sucesso, vamos colocar à disposição”, disse Rui Ladeira aos jornalistas.
O governante falava hoje durante a inauguração do novo Centro de Coordenação Operacional da AFOCELCA, empresa de proteção florestal detida pelos grupos do setor da celulose Altri e The Navigator Company, nas instalações da Celbi, na Leirosa, Figueira da Foz.
“Naturalmente, esgotando, é essa a nossa ambição, a totalidade da verba que vai ser colocada à disposição de quatro milhões de euros, vamos tentar, se possível, reforçar, porque, de facto, queremos gestão, que os proprietários tenham condições e apoios, recursos públicos, para fazer aquilo que ambicionamos: gestão e prevenção contra incêndios”, acrescentou.
Segundo Rui Ladeira, são cerca de 6.300 hectares de área onde o proprietário florestal, de forma individual ou agregada, “pode candidatar com a sua propriedade, com uma fotografia do atual estado georreferenciada e com pouco mais documentos”, na plataforma do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF).
“Isso aconteceu faz agora um ano e tem sido um sucesso e queremos replicar e aprofundar esta medida enquanto gestão florestal, mas sobretudo também prevenção contra incêndios”, salientou.
O apoio é de 650 euros por hectare, indicou o secretário de Estado das Florestas, adiantando que o programa irá permitir, “agora, que todas as espécies, nomeadamente também a fileira do eucalipto, possa submeter a candidatura, com valores diferenciados”, uma vez que as intervenções também “são diferenciadas”.
“É algo de muito positivo para que o cidadão em Portugal, do Norte ao Centro, do Litoral ao Interior, possa candidatar as suas parcelas para a gestão florestal e, de uma forma simplificada e desburocratizada, apenas na plataforma do ICNF, poder submeter essa mesma candidatura e, no curto espaço de tempo, também obter resposta”, defendeu.
Rui Ladeira adiantou que outro aspeto que está a ser aperfeiçoado é no sentido de prever “fazer adiantamentos, para que a operação tenha uma antecipação daquilo que é verba que é elegível”.














































