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– 27-07-2004 |
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Comércio : Agricultores UE, Japão e Canadá preocupados com negociações globais
Genebra, 26 Jul As preocupações dos agricultores foram transmitidas directamente ao negociador principal da Organização Mundial de Comércio (OMC), Shotaro Oshina, em Genebra, no início de uma semana de negociações cruciais para o futuro do comércio mundial. Representantes de federações de agricultores das três regiões, explicaram que é necessário "garantir maior flexibilidade", e que a simples abolição de tarifas e de subsídios agrícolas não é garante "do balanço necessário". Jean-Michel Lemetayer, vice-presidente do Comité de Organizações Agrícolas da UE disse aos jornalistas depois do encontro com Oshina que o seu grupo "não opõe às negociações" mas que continua a discordar do texto sobre agricultura, um dos pilares do acordo mundial. Na carta conjunta que endereçaram a Oshina, o grupo europeu, a organização agrícola japonesa Ja Zenchu e a Federação Canadiana da Agricultura dizem-se "particularmente preocupados com os desenvolvimentos nos debates sobre acesso aos mercados". É necessário, argumentam, uma flexibilidade que permita aos agricultores responder às crescentes exigências sociais em termas como "segurança alimentar e protecção rural". "Deve ser garantido que a posição competitiva de agricultores que têm custos elevados para responder a preocupações como segurança alimentar, o ambiente e os direitos dos animais, não é prejudicada por importações que não respeitam os mesmos padrões", lê-se na carta. Oferecido pela OMC como uma solução de consenso, e apesar da organização frisar que o texto recebeu já bastante apoios, o rascunho continua a ser alvo de repetidas críticas, tanto dos países ricos como das nações em desenvolvimento. O texto, que deverá dominar os debates desta semana no Conselho Geral da OMC, em Genebra, defende a eliminação de todos os subsídios à exportação agrícola e reduções nas tarifas de importação. A União Europeia, que hoje aprovou a sua posição comum sobre as negociações, deverá defender em Genebra "a necessidade de melhorar o balanço do texto da OMC, em vários aspectos importantes". Na semana passada, a organização não-governamental Oxfam International acusou as nações ricas de estarem a "minar" e enfraquecer a ronda negociações sobre o comércio mundial, continuando a ignorar as carências e necessidades dos países em desenvolvimento. "Os países em desenvolvimento estão a ser colocados numa posição inaceitável de terem que escolher entre aceitar um rascunho fraco ou aceitar a culpa pelo fracasso das negociações", afirmou aos jornalistas, Celine Charveriat da Oxfam. "O tempo está a esgotar-se e apesar das promessas de reforma, os países mais ricos continuam a defender uma estratégia baseada no auto-interesse, continuando a culpar todos os outros pelo potencial impasse", afirmou Charveriat. Fonte da OMC disse à Lusa que o rascunho deverá ser alvo de várias alterações, esperando-se até quarta-feira uma "versão final".
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