Apoios ao aumento da biodiversidade na agricultura

Apoios ao aumento da biodiversidade na agricultura

O nosso compromisso com os ecossistemas naturais

A transformação dos ecossistemas naturais devido à intensificação da agricultura afeta muito negativamente a biodiversidade. O impacto faz-se sentir em animais e plantas mais emblemáticos, mas também num conjunto alargado de pequenos seres que têm funções vitais nos ecossistemas agrícolas. E há muitos seres vivos benéficos para a agricultura, basta utilizar a lente adequada para descobri-los: lentes prismáticas para observar aves insetívoras que sobrevoam os campos em busca de alimento; uma lupa ou um microscópio para descobrir organismos de todo o tipo que vivem no solo e ao degradar a matéria orgânica contribuem para a sua fertilidade.

Os insetos polinizadores estão numa situação crítica devido, entre outras razões, à diminuição de locais para nidificar e à crescente escassez de plantas capazes de lhes fornecer o pólen e o néctar de que necessitam para sobreviver.

Muitos agricultores já se deram conta que conservando a biodiversidade em geral favorecem a presença de importantes aliados para as suas culturas. Felizmente, os responsáveis pela definição das políticas agrícolas na União Europeia estão sensibilizados para esta questão e, pouco a pouco, a PAC vai criando novas ajudas direcionadas a proteger o meio ambiente e a travar a perda de biodiversidade ligada às atividades agrícolas.

Ajudas da PAC para fomentar a biodiversidade

Concretamente, temos o designado “greening”, que consiste num pagamento anual direto aos agricultores que apliquem uma série de práticas benéficas para o clima e o meio ambiente: diversificar culturas e manter pastagens permanentes ou Superfícies de Interesse Ecológico (SIE). Estas superfícies podem ser terras em pousio, com culturas fixadoras de azoto, ou terras às quais se dá um uso agrosilvopastoril –as pastagens, por exemplo-.
Recentemente foi acrescentada uma nova categoria: as terras em pousio que alberguem plantas melíferas (espécies ricas em pólen e néctar) com o objetivo de favorecer as populações de insetos polinizadores.
Para receber ajudas pela manutenção deste tipo de pousio é preciso cumprir em primeiro lugar os requisitos exigidos aos pousios de interesse ecológico: declarar estas terras como superfície em pousio no ano em que se solicite a ajuda à SIE; as terras não podem ter sido ocupadas por culturas fixadoras de azoto no ano anterior e não se pode utilizar qualquer tipo de produto fitofarmacêutico uma vez estabelecido o pousio. Em segundo lugar, existe uma série de requisitos específicos, como a superfície que devem ocupar, as espécies que podem ser semeadas (que podem ser consultadas aqui ) e o facto de não puderem ser ocupadas por culturas agrícolas, incluindo ser alvo de colheita, de 1 de Fevereiro a 31 de Julho no ano do pedido da ajuda. As plantas melíferas deverão cobrir pelo menos 90% do coberto vegetal da parcela. É permitida a colocação de colmeias.

Uma ajuda muito valiosa para os agricultores

Na Syngenta, há 10 anos que trabalhamos no projeto Operation Pollinator® (OP), uma iniciativa que pode ajudar a cumprir os requisitos e compromissos que os agricultores assumem ao solicitar ajudas para estabelecer os pousios melíferos. Trata-se de um projeto internacional da Syngenta que, na Península Ibérica, contou com a colaboração de diversos organismos científicos e universidades.
Trabalhámos com os agricultores na criação de margens multifuncionais que garantem refúgio e alimento para os polinizadores e outros artrópodes auxiliares, planificando e estudando as espécies florísticas mais adequadas a cada região. Deste modo, a Syngenta disponibiliza uma mistura de sementes específica para instalar estas margens, tem um protocolo de atuação e presta assessoria técnica contínua que permite ao agricultor atingir os melhores resultados.

O artigo foi publicado originalmente em Alimentar com inovação.

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