Alumna da UÉ distinguida com o Prémio Nuno Teotónio Pereira do IHRU

Alumna da UÉ distinguida com o Prémio Nuno Teotónio Pereira do IHRU

[Fonte: Diário do Sul]

A investigação de Andreia Jorge Martins desenvolvida no âmbito do mestrado em Arquitetura da Escola de Artes da Universidade de Évora (UÉ) com o título “A habitação temporária no Barrocal do Douro – Picote, 1953-1957”, foi distinguida com o Prémio Nuno Teotónio Pereira, promovido pelo Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbanana Área (IHRU), na Temática Habitação e Modelos de Habitar, Variante Dissertação de Mestrado.
A cerimónia de entrega das distinções do Prémio Nuno Teotónio Pereira decorreu no dia 26 de setembro, no Museu da Água, em Lisboa, com um discurso de estímulo à investigação académica no âmbito da reabilitação, e da habitação em particular, pela secretária de Estado da Habitação, Ana Pinho.

“A habitação temporária no Barrocal do Douro – Picote, 1953-1957”, explora os edifícios de apoio à construção da barragem, no âmbito dos aproveitamentos hidroeléctricos do rio, pela empresa Hidro-Eléctrica do Douro (H.E.D.). Entre 1953-1964, desenvolveram-se projetos para três barragens, onde se incluíam habitações e infra-estruturas, da autoria dos arquitetos João Archer de Carvalho (1928-), Manuel Nunes de Almeida (1924-2014) e Rogério Ramos (1927-1976). Embora sejam sobejamente conhecidos os “edifícios definitivos” com influências da arquitetura moderna internacional e inseridos num plano urbano também moderno, o plano foi delineado para acolher cerca de 4.000 habitantes na fase de estaleiro, contemplando igualmente construções de carácter temporário. Esta investigação procura compreender de que forma a conceção de habitação temporária em Picote responde às diferentes categorias de pessoal que contribuiu para a edificação desta barragem, apresentando na linguagem tipológica e arquitetónica das mesmas, características de matriz moderna à semelhança das habitações definitivas.

Em 2016, o Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana, I.P. (IHRU) prestou homenagem ao prquitecto Nuno Teotónio Pereira, alterando a designação do Prémio IHRU para Prémio Nuno Teotónio Pereira. Não é a primeira vez que este arquiteto, investigador no domínio da habitação e da reabilitação urbana, se encontra com o Departamento de Arquitectura da UÉ uma vez que, no seguimento de uma aula aberta em 2008, doou parte da sua biblioteca à Biblioteca Jorge Araújo, no Polo das Artes da UÉ, onde uma sala com o seu nome disponibiliza as obras para consulta a alunos e investigadores.

Saliente-se que, sendo este o prémio mais antigo do setor do imobiliário, em Portugal, o Prémio NTP distinguiu, pela primeira vez, desde 2011, os trabalhos de Produção Científica, nas áreas temáticas da Habitação e da Reabilitação Urbana, tendo ficado suspenso por vários anos e só tendo sido agora retomado. O Departamento de Arquitetura da Escola de Artes da Universidade de Évora manifestou “orgulho” em ter inscrito na lista dos premiados a arquiteta Andreia Martins.

Distinguida com 19 valores, a dissertação de mestrado de Andreia Jorge Martins, defendida em julho de 2018, intitulada “A habitação temporária no Barrocal do Douro – Picote, 1953-1957” foi orientada por Sofia Aleixo, professora do Departamento de Arquitetura da Escola de Artes da UÉ e pelo professor arquiteto João Rodeia; na qualidade de arguente, o professor e arquiteto António Baptista Coelho.

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