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– 06-03-2012 |
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Meteo: Fevereiro m�s mais seco desde 1931 em Portugal ContinentalO balanão climatol�gico do m�s de Fevereiro de 2012 permite caracteriz�-lo como excepcionalmente frio e seco no territ�rio continental. Com um valor m�dio de precipita��o de 2.2mm, o m�s de Fevereiro registou um valor cerca de 50 vezes inferior ao normal (100, 1 mm), o que permite classific�-lo como extremamente seco, colocando-o mesmo como o Fevereiro mais seco desde que se iniciaram os registos continuados de observa��o, em 1931. Esta situa��o ficou a dever-se � influ�ncia de cristas anticicl�nicas sobre o territ�rio do continente, que foram aguando como bloqueio � influ�ncia e atravessamento das superf�cies frontais que habitualmente afectam o territ�rio continental nos meses de inverno. Como decorr�ncia da quase aus�ncia de precipita��o neste m�s, a situa��o de seca meteorol�gica intensificou-se em todo o territ�rio nacional, encontrando-se no final do m�s a totalidade do territ�rio continental em situa��o de seca, repartindo-se por seca severa (68%) e extrema (32%), os dois n�veis de maior severidade deste fen�meno clim�tico. A temperatura do ar registou igualmente valores extraordinariamente baixos, nomeadamente na temperatura m�nima, com uma anomalia média de cerca de -5�C em rela��o ao valor normal, o que posiciona este Fevereiro como o segundo com temperatura m�nima do ar mais baixa, desde 1931. Destaca-se ainda a ocorr�ncia de v�rios dias com temperatura m�nima inferior a 0�C em muitas localidades e o registo de novos valores m�nimos absolutos. As baixas temperaturas persistiram neste m�s de Fevereiro durante longos períodos, tendo-se registado situa��es prolongadas de ondas de frio em várias esta��es da rede do Instituto, tendo em alguns casos atingido mais de 18 dias consecutivos. Os valores m�dios da temperatura média e m�xima do ar Também foram inferiores aos respectivos valores normais, em -0,26�C e -2,49�C respectivamente, sendo o valor da temperatura média do ar, de 7,6�C, o 5� mais baixo desde 1931. Neste m�s e particularmente na segunda metade, o risco de inc�ndio florestal acompanhou a excepcionalidade meteorol�gica e atingiu n�veis elevados, particularmente em compara��o com períodos hom�logos anteriores, apresentando forte correla��o com o n�mero de ocorr�ncias e área ardida. Fonte: IM
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