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– 06-03-2012 |
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Carne dos A�ores tem caracterásticas �nicas e pode prevenir doen�as
Um estudo cient�fico realizado pelo Instituto Nacional de Recursos Biol�gicos, ligado ao Ministério da Agricultura, concluiu que a carne dos A�ores tem caracterásticas que "protegem" os consumidores de algumas doen�as, revelou Carlos Santos, respons�vel pelo trabalho. "Desde logo, devido ao maneio alimentar dos animais que, pelo facto de ser suportado muito em pastagem, transmite � carne caracterásticas nutricionais e funcionais", afirmou, salientando "a presença de compostos que, para além do valor nutritivo, quando ingeridos pelos consumidores protegem-nos de determinado tipo de doen�as". Carlos Santos, que falava em Ponta Delgada na apresentação do estudo, referiu que "a carne dos A�ores, incorporada numa dieta equilibrada, garante um aporte superior deste tipo de compostos comparativamente a outras". A primeira fase deste estudo incidiu sobre a carne de vaca de reforma, conhecida como carne de refugo ou de substitui��o, que resulta de vacas leiteiras em fim de ciclo que são introduzidas na cadeia alimentar. "A carne de vaca reformada, se for tratada com boas pr�ticas, garante um alimento de �ptima qualidade. Trata-se de gado de leite que, por motivo zoot�cnico ou m�dico, foi retirado de produ��o e tem de se aproveitar essa carne", frisou. Carlos Santos defendeu, no entanto, que h� procedimentos a corrigir para cimentar a qualidade da carne dos A�ores, como, por exemplo, no caso da matura��o. "A carne antes de ser consumida deve ser embalada e guardada em frio. � como se com�ssemos uma banana, acabada de colher � verde, mas se a deixarmos amadurecer ela tem outro sabor", afirmou, acrescentando que "depende do m�sculo mas, em termos gerais, nunca se deve consumir a carne antes de 15 dias". Por seu lado, Jorge Rita, presidente da Federa��o Agr�cola dos A�ores, considerou que, mais do que afirmar que a carne dos A�ores � de excel�ncia, agora a teoria pode ser comprovada através de base cient�fica. "Come�amos a ficar com suporte cient�fico para fazermos campanhas de marketing em rela��o � excel�ncia da nossa carne. não basta dizermos s� que � boa, se tivermos um suporte cient�fico obviamente que a situa��o se torna diferente", afirmou. No mesmo sentido, No� Rodrigues, secret�rio regional da Agricultura, destacou a possibilidade de colocar no r�tulo da carne para venda as caracterásticas que distinguem aquela que � proveniente dos A�ores. "Penso que isso � um contributo muito importante para que os nossos operadores, agentes de mercado e empresas possam valorizar este produto. � uma forma de puxarmos para cima pela produ��o regional e a valoriza��o do trabalho agr�cola na regi�o", frisou. Os A�ores exportam anualmente cinco mil toneladas de carne de vaca de refugo, o tipo de carne que esteve em análise neste estudo. Fonte: Lusa
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