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– 02-03-2012 |
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Situa��o de seca � menos grave que em 2005
A actual seca � menos grave que a última ocorr�ncia do fen�meno, em 2005, segundo o primeiro relatério do Ministério da Agricultura, que não prev� limita��es no abastecimento de �gua e na rega dos principais terrenos de regadio público. At� 15 de Fevereiro, cinco por cento do país estava em seca extrema e 70% em seca severa e "em 2005, nesta altura, cerca de metade do territ�rio estava em seca severa e a outra em seca extrema", l�-se no primeiro relatério do grupo de trabalho de acompanhamento e avalia��o da seca 2012 que foi ontem divulgado. Segundo o grupo de trabalho, as previs�es dispon�veis "são para um curto período de tempo e apontam para uma manuten��o da falta de pluviosidade". As reservas de �gua maiores, segundo a tutela, partem de um "estado de aprovisionamento muito confort�vel, não se prevendo, por agora, que venham a existir limita��es no abastecimento, ou mesmo na rega, nos principais empreendimentos de regadio público", avan�a do documento. "Apenas as reservas de pequena dimensão (aproveitamentos hidroagr�colas privados e pequenas massas de �gua subterr�neas) apresentam j� alguns problemas, tendo em conta a sua utiliza��o no período de inverno", refere. Na lista dos impactos estáo a falta de alimentos naturais para os animais, considerado o "problema mais sentido ao nível. do sector agr�cola", o aumento de pre�os dos fenos e de palhas, estando previsto que possam "ocorrer algumas quebras de produ��o nos cereais de sequeiro de Outono/Inverno". O relatério prev� a subida das despesas com as regas de regadio de Outono/Inverno e nota que em simult�neo com a falta de chuva, as baixas temperaturas originaram principalmente no Oeste e no Algarve quebras de produ��o devido � geada negra. Caso a situa��o se prolongue, h� a possibilidade de pragas se desenvolverem prematuramente e assim como o aumento do risco de inc�ndios florestais. "Em termos gerais, o agravamento da situa��o de seca no territ�rio continental vai acarretar um aumento do impacto j� referido e um eventual alargamento das consequ�ncias negativas a outras culturas (primavera/ver�o, por redu��o de �gua disponível.) e escassez em algumas reservas h�dricas subterr�neas", resume-se no documento. A tutela indicou a identifica��o de apoios de "natureza administrativa e/ou antecipa��o de ajudas comunitárias para fazer face ao aumento dos encargos dos agricultores". "Todas elas se encontram em estudo, necessitando, em alguns casos, de ser apresentadas para aprova��o, � Comissão Europeia", acrescenta o relatério, que refere que depois de ouvido o sector e dada a possibilidade de agravamento da seca "está j� em avalia��o o accionamento de medidas excepcionais para fazer face ao acr�scimo de custos de produ��o". Fonte: Lusa
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