A Feira da Castanha Judia impulsiona os negócios e divulga os produtos derivados como bolos, cerveja e gin entre hoje e domingo em Carrazedo de Montenegro, Valpaços, num ano de quebra na produção de 30 a 40%.
“A rainha da festa é a castanha judia. O propósito desta feira não é só homenagear os agricultores é também promover a castanha judia, mas claro que temos outros produtos como é o vinho, o azeite, a amêndoa e os frutos vermelhos”, afirmou hoje Jorge Mata Pires, presidente da Câmara de Valpaços, no distrito de Vila Real.
A Feira da Castanha Judia – Castmonte decorre entre hoje e domingo e conta com cerca de 80 expositores.
O “grande propósito da feira” é, segundo o autarca, a “promoção e também captar investimento”.
“Aquilo que nós pretendemos é criar valor acrescentado, que haja alternativas ao fruto”, referiu, realçando a “panóplia de produtos derivados da castanha que já há no concelho”.
Para Jorge Mata Pires “o grande desafio é transformar e criar valor acrescentado para que mais rendimento chegue aos produtores de castanha”.
Nesta campanha perspetiva-se uma quebra a rondar os 30 a 40% na colheita. O concelho produz em média entre 12 a 15 mil toneladas de castanha.
“O que tem um peso muito significativo na economia local e, em particular, nesta zona onde as pessoas vivem exclusivamente da produção de castanha”, frisou o presidente.
É na serra da Padrela que se situa a maior mancha de castanha judia da Europa e são 18 as localidades do concelho que fazem parte da Denominação de Origem Protegida (DOP) “Castanha da Padrela”.
Hélder Morais, produtor de castanha em Serapicos, está a vender castanha na feira e disse que é importante divulgar este fruto.
“Nós aqui estamos a promover ainda mais a castanha judia que é a melhor do mundo”, realçou.
A produção deste fruto tem venda praticamente garantida e o quilo da castanha é vendido, dentro do recinto da feira, a 3,50 euros.
O produtor disse que este ano tem uma quebra na colheita na ordem dos 30% a 40% e realçou que os custos de produção estão cada vez mais elevados, fatores que tornam a atividade cada vez mais difícil.
“Já não é fácil”, frisou.
Este ano deve colher entre as seis e sete toneladas de castanha, mas num ano normal pode chegar às 13 ou 14 toneladas.
“Os castanheiros estavam muito bonitos, mas depois a seca foi extrema. Tivemos um verão muito seco”, apontou, referindo que a apanha está quase no fim.
Lino Sampaio é produtor, pertence à Associação Agrifuturo e quer que a castanha seja falada e consumida durante o ano inteiro.
“Com o projeto da cerveja, com o projeto do gin, com o projeto do azeite continuamos a falar deste território de uma maneira diferenciadora e positiva. Também é importante demonstrar às gerações mais novas que nós temos a possibilidade de viver no interior do país e termos projetos de sucesso”, salientou.
Segundo explicou, parte da sua colheita de castanha é transformada em farinhas e, depois, com essas farinhas, durante o ano inteiro, vão fazendo os produtos derivados que tem, agora, à venda na feira.
Célia Campos, da Padaria Juvenal da Rotunda, disse que preparou vários doces para este certame feitos à base de castanha: bolo-rei, queques, queijadas, pastel de nata, ouriços e ainda pão.
“Mas já fazemos durante todo o ano”, referiu, explicando que a ideia é aproveitar um produto local.
















































