A Sogrape reduziu em 25,2% as emissões totais de gases com efeito de estufa (GEE) em Portugal face a 2021, ao mesmo tempo que reforça as medidas de adaptação climática e de proteção dos ecossistemas nas regiões vitivinícolas.
Os dados foram divulgados pela empresa a propósito do Dia Internacional de Ação Climática, assinalado a 24 de outubro, e em antecipação às conferências COP 31 do Clima e COP 17 da Biodiversidade. A atuação está integrada no Seed the Future, o programa de sustentabilidade da Sogrape, que alia a redução das emissões à eficiência na utilização de recursos e à resiliência das vinhas e das regiões vitivinícolas.
Em Portugal, a redução das emissões tem sido impulsionada por medidas de eficiência energética, produção de energia renovável e mobilidade de menores emissões. Segundo a empresa, estas iniciativas têm sido complementadas por intervenções ao longo da cadeia de valor, responsável por mais de 94% das emissões (Âmbito 3), como a redução do peso das garrafas e a incorporação de materiais reciclados.
Na utilização de recursos, o consumo específico de água diminuiu 40,5% entre 2022 e 2025, passando de 21,9 para 13 litros por garrafa de vinho de 0,75 litros. Para apoiar decisões vitícolas ajustadas às condições locais, a empresa dispõe de 31 estações meteorológicas em Portugal e recolhe anualmente dados de vegetação de mais de quatro milhões de videiras.
Na proteção da biodiversidade e das funções naturais das paisagens vitícolas, foram restaurados cerca de 36 hectares em território português, estando outros 92 hectares em processo de restauro.
“Estamos a trabalhar para construir regiões vitivinícolas mais resilientes, reduzir o nosso impacto e preparar as nossas vinhas e territórios para um clima cada vez mais exigente”, afirma Mafalda Guedes, diretora de Comunicação Corporativa e Sustentabilidade da Sogrape.
A empresa integra ainda a International Wineries for Climate Action (IWCA), como membro Silver, participando no trabalho de base científica desenvolvido pela organização para reduzir as emissões de GEE na indústria vitivinícola.
O artigo foi publicado originalmente em Vida Rural.















































