O Eurodeputado do PSD, Paulo do Nascimento Cabral, participou nas conversas promovidas pela OLIVUM – Associação de Olivicultores e Lagares de Portugal, em Beja, dedicadas ao impacto da redução de substâncias ativas, onde defendeu a necessidade de garantir aos agricultores melhores condições para produzir e competir. “Não podemos exigir mais com menos”, afirmou, alertando que “os agricultores europeus deixaram de ter ao seu dispor 92 substâncias ativas desde 2019”, numa altura em que enfrentam condições climatéricas cada vez mais imprevisíveis e um maior número de pragas.
Paulo do Nascimento Cabral criticou a demora na aprovação de novos produtos, considerando que “é inaceitável termos prazos de 8 a 10 anos para autorizar novos produtos e novas substâncias e se acrescentarmos o tempo dedicado pelas empresas à investigação e inovação, estamos a falar de 15 a 20 anos para resolver um problema que surge hoje”.
Neste contexto, destacou a importância do pacote de simplificação Food and Feed Omnibus, defendendo que “não devem ser proibidas substâncias sem alternativas” e que o prazo indicativo para a avaliação dos pedidos relativos a substâncias ativas deve ser de 18 meses. “É fundamental simplificarmos a vida dos nossos agricultores, reduzindo a carga administrativa e garantir-lhes acesso a todas as ferramentas, soluções e tecnologias disponíveis para produzirem com maior eficiência, segurança e competitividade”, sublinhou.
Paulo do Nascimento Cabral participou ainda no debate promovido pela ANSEME – Associação Nacional dos Produtores e Comerciantes de Sementes, por ocasião do seu 45º aniversário, destacando a importância das novas técnicas genómicas, da inteligência artificial e dos drones para a modernização agrícola. “Temos de proporcionar aos agricultores europeus novas opções agronómicas, disponibilizando variedades mais adaptadas ao défice hídrico, a temperaturas extremas e a novas pressões bióticas”, alertando, contudo, que “somos inovadores, mas depois não conseguimos comercializar esta inovação”.
Neste sentido, destacou a necessidade de rever a legislação europeia para facilitar a utilização de drones na agricultura, que poderão ajudar a responder à escassez de mão de obra e a melhorar a eficiência dos recursos. “A inteligência artificial, a monitorização e o mapeamento e a utilização de drones serão fundamentais para a nossa agricultura. Temos de pôr a tecnologia ao serviço da terra. Só assim conseguiremos reduzir os custos de produção e termos remunerações atrativas para os agricultores”, concluiu.
Fonte: Gabinete do Eurodeputado Paulo do Nascimento Cabral















































