As cooperativas associadas na Lactogal comunicaram no final de julho uma nova descida de 1,5 cêntimos por litro no preço ao produtor a partir de 1 de agosto, em todo o território continental. Entretanto, na ilha de S. Miguel, nos Açores, a PROLACTO e a INSULAC já responderam com descidas de 2 e 1,5 cêntimos por litro, justificando a descida com a situação dos mercados a nível nacional e internacional.
Esta descida acontece numa ocasião em que aumentam os custos de produção com combustíveis e rações e se espera uma redução na produção de milho silagem devido às ondas de calor. Vamos ter menos alimento para os animais e vai ser, provavelmente, o mais caro de sempre, por causa dos fertilizantes e sobretudo das maiores necessidades de rega, onde houver água, e da menor produção esperada por falta dessa água ou da capacidade de regar face à onda de calor.
Estas descidas são injustas porque o preço do leite ao produtor em Portugal nunca acompanhou as subidas registadas no Norte da Europa ou até mesmo aqui ao lado, na Espanha, e são duplamente injustas porque a ajuda que o nosso Governo deu aos agricultores em Portugal foi várias vezes inferior à ajuda que os agricultores espanhóis, nossos vizinhos e principais concorrentes, receberam por causa da guerra no Irão e do fecho do Estreito de Ormuz.
Estas descidas vão provocar o abandono da atividade por parte dos mais velhos e vão desanimar os jovens que pensavam investir e instalar-se na produção de leite.
Estas descidas ocorrem em período crítico de incêndios, que são cada vez mais graves por causa do abandono dos territórios e dos campos à volta das aldeias. Os campos cultivados alimentam o país e protegem as populações.
Por tudo, isto a APROLEP desafia os restantes compradores a manter o preço do leite ao produtor e desafia quem desceu a repor o preço no próximo mês e sobretudo a trabalhar e investigar para produzir queijos e iogurtes e outros produtos lácteos capazes de substituir os produtos importados que representam um défice de 400 milhões de euros.
A APROLEP desafia as indústrias e cooperativas a partilhar os resultados através do melhor preço aos produtores, para que os produtores possam fazer face aos custos de produção e efetuar os investimentos necessários para o futuro da produção de leite.
A APROLEP renova uma vez mais o apelo ao consumo de leite e produtos lácteos nacionais, produtos de qualidade reconhecida, mais próximos, mais frescos e melhores para a economia de Portugal.
Fonte: APROLEP













































