A área de vinha certificada para produção de vinhos DOP e IGP nos Açores passou de cerca de 216 hectares, em 2016, para mais de 1.200 hectares em 2026, segundo dados do Instituto da Vinha e do Vinho dos Açores.
De acordo com a comunicação do Governo Regional, os números foram destacados no âmbito de uma visita ao Laboratório Regional de Enologia, pelo secretário regional da Agricultura e Alimentação, António Ventura, acompanhado pelo presidente do Instituto da Vinha e do Vinho dos Açores, Cláudio Lopes.
Segundo os dados mais recentes do instituto, referentes a 6 de julho de 2026, o setor conta atualmente com 104 marcas comerciais e 192 referências comerciais, os valores mais elevados de sempre. Estão também registados 35 agentes económicos certificados, distribuídos por cinco ilhas da região.
Ao nível da certificação, em cinco provas realizadas durante este ano foram submetidos 125 vinhos candidatos, correspondentes a cerca de 471 mil litros. Deste volume, aproximadamente 432 mil litros obtiveram certificação.
António Ventura afirmou que “o setor vitivinícola dos Açores continua a afirmar-se como uma das fileiras agroalimentares com maior dinamismo na Região, evidenciando um crescimento sustentado, alicerçado na valorização da produção, na qualificação técnica dos agentes económicos e no investimento em inovação e investigação”.
O crescimento da fileira tem sido acompanhado pelo reforço da atividade do Laboratório Regional de Enologia. O número de análises físico-químicas realizadas aumentou de cerca de 2.180, em 2016, para mais de 5.200, em 2025.
Segundo o Governo Regional, esta evolução acompanha o desenvolvimento da produção regional e permite garantir apoio técnico aos vitivinicultores e produtores.
O Laboratório Regional de Enologia mantém também atividade na área da investigação aplicada. No âmbito de uma parceria com o Centro de Biotecnologia dos Açores, dedicada ao melhoramento fitossanitário das castas tradicionais Verdelho, Terrantez do Pico e Arinto dos Açores, encontram-se disponíveis cerca de 3.700 plantas certificadas. Estas plantas serão entregues ao Instituto da Vinha e do Vinho dos Açores para posterior distribuição pelos vitivinicultores.
Está ainda prevista uma nova linha de investigação dedicada à certificação de porta-enxertos das castas tradicionais açorianas, com o objetivo de reforçar a sustentabilidade e a competitividade da vitivinicultura regional.
Para António Ventura, “o Laboratório Regional de Enologia constitui hoje uma infraestrutura científica de referência para o desenvolvimento da vitivinicultura açoriana”.
“O aumento significativo da sua atividade demonstra a confiança dos produtores e a importância que este serviço público assume na garantia da qualidade, da segurança e da valorização dos vinhos dos Açores”, acrescentou.
O secretário regional concluiu que “o conhecimento científico, a inovação e a transferência de tecnologia continuarão a ser pilares fundamentais da estratégia do Governo dos Açores para este setor, aproximando a investigação das necessidades concretas dos vitivinicultores e das adegas da Região”.
O artigo foi publicado originalmente em Vida Rural.















































